Crise no STF Ameaça Sucessão e Abre Caminho para Indicado por Bolsonaro
A disputa entre André Mendonça e Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal pode alterar a ordem sucessória, impedindo Moraes de assumir a presidência em 2027 e abrindo caminho para que Nunes Marques, nomeado por Jair Bolsonaro, lidere a Corte.

A recente escalada na tensão entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) tem o potencial de redefinir o futuro da presidência da Corte, pavimentando o caminho para o primeiro ministro indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro assumir o posto a partir de setembro de 2027.
Disputa interna e implicações na sucessão.
Os ministros Mendonça e Moraes protagonizaram uma troca de acusações nesta semana, elevando o nível da crise interna no tribunal. Essa ofensiva, em particular de Mendonça contra Moraes, ganha relevância ao considerar a ordem sucessória da cúpula do Judiciário.
Cenário atual e a ameaça de afastamento.
Pela regra atual, o ministro Alexandre de Moraes está previsto para assumir a presidência do Supremo em 28 de setembro do próximo ano, sucedendo Edson Fachin, cujo mandato na liderança do tribunal se encerrará. Contudo, essa sucessão pode ser comprometida. Caso Moraes seja afastado do STF em decorrência das acusações que pesam contra ele no âmbito do Caso Master, sua ascensão à presidência da Corte seria impedida.
Nunes Marques na linha de frente.
Com a saída de Moraes da linha sucessória, o próximo na ordem para assumir o comando do Supremo seria o ministro Nunes Marques. Nomeado para a Corte por Jair Bolsonaro em 2020, Marques assumiria a presidência, tendo André Mendonça como seu vice. Essa reviravolta significaria que, pela primeira vez, um ministro indicado por Bolsonaro estaria à frente do STF, com outro indicado pelo mesmo presidente na vice-presidência.