De Luca: Designação de PCC e CV não torna Brasil alvo militar ou ameaça soberania
Martin De Luca, advogado da Trump Media, esclareceu nesta quinta-feira (28.mai.2026) que a designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos EUA visa as facções, não o Brasil. Ele afirmou que a decisão não transforma o país em alvo nem autoriza intervenção militar, defendendo que a real ameaça à soberania brasileira emana dos próprios grupos criminosos.

Esclarecimentos sobre a Soberania Nacional.
De Luca criticou a tese de que a designação dos grupos ameaçaria a soberania brasileira, defendendo que a verdadeira ameaça à soberania vem das próprias facções criminosas. “Soberania é a capacidade efetiva do Estado de controlar seu território, proteger sua população e impedir que organizações criminosas substituam o poder público”, publicou no X. Ele argumentou que esses grupos controlam territórios, impõem regras paralelas, aterrorizam civis, corrompem agentes públicos, lavam bilhões e traficam drogas e armas, projetando sua atuação além das fronteiras brasileiras.
Efeito da Designação e Atuação Política das Facções.
O advogado também rebateu o argumento de que PCC e CV não seriam terroristas por não terem “bandeira política”. Para De Luca, tal visão é "juridicamente estreita e empiricamente ingênua", pois as organizações "exercem poder político no sentido mais concreto possível" ao controlar comunidades, intimidar autoridades, influenciar eleições, paralisar cidades, impor toques de recolher e usar violência sistemática para preservar domínio territorial e econômico. Ele esclareceu que a designação americana tem como efeito concreto "ampliar ferramentas contra financiamento, logística, facilitadores, lavagem de dinheiro, movimentação internacional, apoio material e redes de suporte", justamente onde essas facções são mais vulneráveis.
O Chamado à Cooperação Internacional.
Martin De Luca destacou que as principais vítimas da perda de soberania são os brasileiros que vivem sob domínio criminoso. Ele questionou por que o Estado brasileiro permitiu o crescimento dessas organizações a ponto de se tornarem uma ameaça hemisférica. De Luca concluiu que a medida não é "anti-Brasil", mas sim contra o PCC e o CV, e que o Brasil deveria responder com cooperação, inteligência financeira, extradições, bloqueio de ativos e uma estratégia nacional séria para recuperar territórios dominados pelo crime organizado, em vez de uma "indignação performática".