Debate na Band tem troca de ataques e disputa cênica entre Lula e Flávio Bolsonaro
Primeiro embate televisivo do segundo turno foi marcado pela ausência de propostas, estratégia visual agressiva do senador do PL e reações de auxiliares petistas.

BRASÍLIA, DF - O debate presidencial promovido pela Band na noite deste domingo (18) entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) terminou sem uma discussão efetiva de propostas de governo. O confronto direto foi dominado por provocações e ataques pessoais, mantendo a tônica que tem pautado a corrida eleitoral de 2026.
Estratégia visual e reação de bastidores
Durante o programa, o senador Flávio Bolsonaro demonstrou maior habilidade no domínio do palco e do enquadramento das câmeras. Sob a orientação do marqueteiro Duda Lima, o candidato do PL buscou se posicionar fisicamente atrás de Lula nas transmissões enquanto o petista discursava.
A tática de composição cênica gerou forte incômodo entre os assessores e auxiliares do presidente da República, que manifestaram insatisfação nos intervalos e ao longo de toda a exibição do evento.
Provocações no palco e avaliação de riscos
No conteúdo das falas, Flávio recorreu ao deboche e a provocações calculadas, armadilhas nas quais o adversário caiu em diversas ocasiões. Ao mesmo tempo, o senador evitou responder a questionamentos delicados e retrucou as investidas com novas ofensivas verbais.
Analistas da campanha observam, no entanto, que a postura agressiva embute riscos à candidatura de Flávio. O uso reiterado de ironias contra um adversário de 80 anos por parte de um senador de 45 pode transmitir a parcela do eleitorado uma impressão de imaturidade e desrespeito.