Decisão de Moraes sobre ex-presidente ignora Eduardo Bolsonaro e mantém veto a contato
O ministro do STF Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar de 90 dias ao ex-presidente Jair Bolsonaro, autorizando visitas dos filhos Flávio, Carlos e Jair Renan às quartas e sábados. Contudo, a decisão ignorou Eduardo Bolsonaro, mantendo o veto a qualquer contato entre ele e o pai, imposto desde julho de 2025 devido a uma suposta tentativa de coação ao STF.

BRASÍLIA, DF - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, concedeu a prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro por um período de 90 dias, em uma decisão divulgada nesta quarta-feira, 25 de março de 2026. A medida, contudo, trouxe uma particularidade que chamou atenção: a exclusão de um dos filhos do ex-mandatário da lista de visitas autorizadas.
Visitas Restritas e a Exceção Notável
No despacho, Moraes estabeleceu que, durante o período de prisão domiciliar, Bolsonaro terá visitas restritas. Apenas advogados, médicos e os filhos do ex-presidente serão permitidos, devendo seguir regras específicas. O ministro autorizou expressamente as visitas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Jair Renan (PL-SC) às quartas-feiras e aos sábados.
Entretanto, a decisão não incluiu o nome de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ignorando a situação do deputado federal, conhecido como “03” da família. Em tese, a proibição de contato entre Bolsonaro e Eduardo permanece em vigor. Tal veto havia sido imposto por Moraes em julho de 2025, no contexto do processo que investiga uma suposta tentativa de coação do STF durante o julgamento da trama golpista.