Brasília

Declarações de Jaques Wagner após operação da PF geram forte desconforto no Palácio do Planalto

As declarações do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), sobre um telefonema de solidariedade do Presidente Lula e sua permanência na liderança, após ser alvo da PF, causaram incômodo entre ministros e assessores do Planalto, que veem uma exposição indevida do presidente e uma estratégia de Wagner para obter tratamento diferenciado.

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Declarações de Jaques Wagner após operação da PF geram forte desconforto no Palácio do Planalto
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

Ministros e assessores do Palácio do Planalto manifestaram profundo desconforto com as declarações públicas do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), dadas após ele ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) no âmbito do caso Master.

Em entrevista a Victor Pinto, da Bandnews, na quinta-feira, 18 de junho de 2026, Wagner revelou que o Presidente Lula havia ligado para ele, supostamente para “prestar solidariedade”. O senador petista também afirmou categoricamente que não pretende deixar a liderança do governo no Senado.

Análise Crítica do Planalto sobre o Caso Wagner

Para os auxiliares do Presidente Lula no Planalto, as falas de Wagner constrangeram e expuseram indevidamente o chefe do Executivo. A avaliação corrente é que o senador insiste em permanecer na liderança do governo por acreditar que, com isso, poderá receber um tratamento diferenciado tanto da Polícia Federal quanto do Supremo Tribunal Federal (STF).

A aposta interna no Planalto, antes das declarações de Wagner, era de que o senador tomaria a iniciativa e pediria para deixar a liderança. O Presidente Lula foi aconselhado a externar que, embora seu aliado tenha o direito de se explicar, ele defende enfaticamente o aprofundamento das investigações.

Escrito por Redação Leia Política