Defesa de Lulinha acusa campanha de Flávio Bolsonaro por vazamento de dados sigilosos
Advogados de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, protocolaram petições no Ministério da Justiça e na Corregedoria da Polícia Federal para apurar o vazamento de informações sigilosas da investigação da 'Farra do INSS', alegando que os dados foram entregues à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

BRASÍLIA, DF - A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, acionou o Ministério da Justiça e a Corregedoria da Polícia Federal (PF) para solicitar a apuração de um vazamento de informações sigilosas. Os dados estão relacionados ao inquérito da 'Farra do INSS', que investiga o filho do presidente Lula.
As duas petições foram protocoladas no último domingo, 2 de agosto. Nelas, os advogados de Lulinha alegam que informações obtidas por meio de quebra de sigilo telemático de investigados no inquérito foram divulgadas indevidamente e começaram a circular fora dos autos da investigação.
Vazamento Político e Campanha de Flávio Bolsonaro
A defesa menciona uma reportagem do colunista Thomas Traumann, do jornal O Globo, que revelou planos da campanha de Flávio Bolsonaro de divulgar áudios de Lulinha com a empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente.
“O objetivo político dos vazamentos tornou-se irrefutável, uma vez que os dados telemáticos teriam sido entregues à campanha de Flávio Bolsonaro, candidato à presidência e oponente direto do genitor do peticionário, que estaria avaliando o melhor momento para aproveitar politicamente a divulgação”, afirma a defesa de Lulinha nas petições.
Solicitação ao Ministério da Justiça
No pedido enviado ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, os advogados requerem que a pasta exerça sua função de supervisão sobre a Polícia Federal. A petição sustenta que o caso representa uma possível falha institucional na custódia de provas sigilosas.