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Deputadas do Psol acionam órgãos de justiça após desocupação da reitoria da USP

Deputadas federais Erika Hilton e Sâmia Bomfim (Psol-SP) anunciaram que acionarão a Justiça e órgãos de controle após a desocupação da reitoria da USP pela Polícia Militar. Elas criticam a 'conduta ilegal e truculenta' da operação, que, segundo estudantes, agiu com violência e sem ordem judicial, enquanto a reitoria afirma não ter sido previamente avisada.

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Deputadas do Psol acionam órgãos de justiça após desocupação da reitoria da USP
Foto: Reprodução / Leia Política
SÃO PAULO, SP - Deputadas federais do Psol anunciaram neste domingo (10.mai.2026) que acionarão a Justiça e órgãos de controle para investigar a atuação da Polícia Militar na desocupação da reitoria da Universidade de São Paulo (USP). A operação policial, realizada na madrugada, gerou forte repercussão e críticas por parte das parlamentares e do movimento estudantil.

Medidas Legais Anunciadas pelo Psol

Erika Hilton (Psol-SP) afirmou em postagem no X que acionará a Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo. A ação será direcionada contra o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), a Polícia Militar e a reitoria da USP, em razão da desocupação ocorrida. A deputada classificou o protesto estudantil como "legítimo" e criticou o poder público por, segundo ela, ter se recusado a negociar antes de recorrer à força policial.

"É um absurdo que o poder público se recuse a negociar, parta para a violência e que quatro estudantes tenham sido detidos por exercerem seu direito constitucional ao protesto", escreveu Hilton. Ela também questionou a versão da reitoria da USP sobre não ter sido avisada da operação, alegando "evidências" de articulação entre a universidade e a PM desde a sexta-feira (9.mai), incluindo corte de água e energia.

"Se a Polícia Militar decidiu agir por conta própria dentro da USP para calar, com violência, um protesto de estudantes que pedia por negociações com a reitoria, esse fato e os mandantes dessa operação precisam ser urgentemente investigados", declarou.

A deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP) também anunciou que acionará a Corregedoria da Polícia Militar e o Ministério Público. O objetivo é apurar a "conduta ilegal e truculenta" da operação policial. "Estou acionando a Corregedoria da Polícia Militar e o Ministério Público para apurar a conduta ilegal e truculenta na última madrugada, quando a tropa de choque agiu com violência ao entrar na USP e agredir estudantes", afirmou.

Detalhes da Ação Policial e Reivindicações Estudantis

A Polícia Militar desocupou a reitoria da USP na madrugada deste domingo (10.mai). A reitoria estava ocupada desde a última quinta-feira (7.mai) por estudantes que reivindicam melhorias nas políticas de permanência estudantil, como moradia e alimentação. Segundo a PM, cerca de 50 policiais participaram da ação e quatro pessoas foram levadas ao 7º Distrito Policial, onde prestaram depoimento e foram liberadas.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) Livre da USP informou que a operação teve início por volta das 4h15, com o uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes. A entidade denunciou que houve estudantes feridos e acusou a Polícia Militar de ter agido sem uma decisão judicial de reintegração de posse.

Posicionamento da Reitoria e da Segurança Pública

Em nota, a USP declarou ter informado a ocupação à Secretaria de Segurança Pública em 7 de maio, mas afirmou não ter sido comunicada previamente pela Polícia Militar sobre a desocupação. A reitoria disse que manteve diálogo com os estudantes, mas que as negociações "chegaram a um limite" devido a reivindicações que considerou fora do alcance administrativo da universidade.

A Secretaria de Segurança Pública, por sua vez, afirmou que "eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas".

Escrito por Redação Leia Política