Derrota de Messias ao STF: Governo Lula mapeia 'traições' no Senado
Após a histórica rejeição do nome de Jorge Messias ao STF pelo Senado, com placar de 42 a 34 votos, o governo Lula inicia mapeamento de possíveis "traições", com foco na bancada do MDB. A votação marca a primeira recusa de um indicado à Suprema Corte desde 1894.

BRASÍLIA, DF - Passado o impacto inicial da rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado, integrantes do governo do presidente Lula começaram a mapear o que consideram "traições" na votação que barrou o indicado.
Votação Histórica e Placar
A indicação de Messias foi recusada por 42 votos a 34, em um resultado considerado histórico no Congresso Nacional. Esta é a primeira vez que o Senado Federal rejeita um indicado à Suprema Corte desde 1894, no governo de Floriano Peixoto.
Jorge Messias havia sido indicado por Lula para preencher a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso e teve seu nome aprovado na sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na quarta-feira, 29 de abril.
MDB Sob Suspeita de Traição
Nos bastidores, auxiliares do presidente Lula expressam desconfiança sobre possíveis traições na bancada do MDB, um dos maiores partidos no Senado, com nove senadores. O MDB, que chegou a ter três ministérios na atual gestão, é apontado como foco das suspeitas governistas.
Lideranças do governo acreditam que senadores do MDB podem ter "traído" Messias na votação secreta, motivados pela preferência de que Lula tivesse indicado outro nome para a vaga no STF.