Derrota de Messias no Senado: Motta aponta eleições e articulação política
O presidente da Câmara, Hugo Motta, atribuiu a derrota do ministro da AGU, Jorge Messias, no Senado a uma série de fatores políticos, incluindo as eleições de 2026 e a articulação de Flávio Bolsonaro e Davi Alcolumbre, além da insatisfação com o STF.

BRASÍLIA, DF - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), atribuiu a derrota histórica do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, no Senado a um conjunto de fatores políticos.
Em conversas reservadas com aliados, Motta elencou as eleições de 2026 como um dos principais elementos que pesaram contra Messias. Neste pleito, dois terços das cadeiras no Senado poderão ser renovadas, o que intensifica as movimentações políticas na Casa.
Articulação de peso contra Messias.
Outro elemento citado por Motta seria a articulação conjunta contra o ministro da AGU, envolvendo o senador e presidenciável Flavio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Alcolumbre, segundo a avaliação, tinha preferência pelo nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para uma possível vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e, por isso, atuou pela rejeição de Messias. Já o objetivo de Flávio Bolsonaro era claro: desferir uma derrota política ao governo.
Crise no STF também influenciou.
Na avaliação de Motta, repassada a seus aliados, esses fatores se somaram a uma crescente insatisfação dos senadores com o Supremo Tribunal Federal. O Judiciário vive uma crise de credibilidade, alimentada pelo possível envolvimento de ministros com o chamado "caso Master", o que contribuiu para o cenário desfavorável a Messias.