Economia

Desemprego no Brasil atinge 6,1% no 1º trimestre de 2026, aponta IBGE

O Brasil registrou um aumento na taxa de desemprego para 6,1% no primeiro trimestre de 2026, conforme dados do IBGE. O número de desocupados chegou a 6,6 milhões, impulsionado pelo encerramento de vagas temporárias, especialmente no comércio e serviços. Apesar da alta ser considerada sazonal, a população ocupada permanece próxima do recorde e o rendimento médio se mantém estável, sustentando o consumo das famílias.

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Desemprego no Brasil atinge 6,1% no 1º trimestre de 2026, aponta IBGE
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O mercado de trabalho brasileiro apresentou um desaquecimento no 1º trimestre de 2026. Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (30.abr.2026), o número de desocupados no país atingiu 6,6 milhões de pessoas.

A taxa de desemprego avançou para 6,1% no trimestre encerrado em março, uma elevação em relação aos 5,8% registrados até fevereiro. Este aumento sinaliza um desaquecimento do mercado de trabalho e uma desaceleração na geração de vagas após o fim de 2025, impactando diretamente o consumo e a atividade econômica.

Contudo, o IBGE destacou que a alta na taxa de desemprego é um movimento típico do início do ano, caracterizado pelo encerramento de vagas temporárias. A população ocupada, por sua vez, somou aproximadamente 102 milhões de pessoas, patamar próximo do maior nível da série histórica, iniciada em 2012.

Saída de temporários impulsiona a desocupação.

O avanço da desocupação reflete a saída de trabalhadores de posições temporárias, predominantes em atividades ligadas ao comércio e serviços. Na comparação com o trimestre anterior, nenhum dos dez grupamentos de atividade registrou crescimento no número de ocupados. Em três deles, houve recuo, com uma perda conjunta de mais de 870 mil postos de trabalho.

A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, explicou que a redução do contingente de trabalhadores foi observada em atividades que tipicamente exibem esse comportamento sazonal. “Seja devido à tendência de recuo no comércio nesse período do ano; seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporário nas atividades de educação e saúde no setor público municipal”, afirmou Beringuy.

Informalidade e rendimento permanecem estáveis.

A informalidade manteve-se elevada e estável no trimestre até março. Apesar do cenário, o rendimento médio real habitual permaneceu em R$ 3.679. A massa de rendimento, que totalizou aproximadamente R$ 371 bilhões, continua a sustentar o consumo das famílias. Mesmo com a elevação, o número de desocupados permanece abaixo do observado em 2025.

Escrito por Redação Leia Política