Desemprego sobe em 15 estados no 1º trimestre; Bahia lidera taxa de desocupação
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quinta-feira (14.mai.2026) que a taxa de desocupação aumentou em 15 das 27 unidades da Federação no 1º trimestre de 2026. A Bahia registrou o maior índice do país, com 10,9%, seguida por Pernambuco (10,8%) e Piauí (10,2%). Em contraste, Santa Catarina apresentou a menor taxa de desemprego, com 3,0%.

A taxa de desemprego no Brasil registrou aumento em 15 das 27 unidades da Federação durante o 1º trimestre de 2026. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (14.mai.2026) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que outros 12 estados mantiveram estabilidade, e nenhum estado apresentou queda na taxa de desocupação no período.
A Bahia se destacou negativamente ao registrar a maior taxa de desocupação do país, alcançando 10,9%. Logo em seguida, Pernambuco aparece com 10,8% e o Piauí com 10,2%, consolidando os três maiores índices de desemprego.
Santa Catarina com Menor Taxa de Desocupação
No cenário oposto, Santa Catarina manteve o menor índice de desocupação do Brasil, com uma taxa de 3,0%. Rondônia e Mato Grosso acompanham o estado do Sul, ambos com 3,5%.
Variações Trimestrais e Fatores Sazonais
Comparando com o trimestre anterior (encerrado em dezembro de 2025), as maiores altas na taxa de desemprego foram observadas em Pernambuco, com um aumento de 2,5 pontos percentuais. O Piauí registrou um avanço de 2,2 pontos percentuais, e o Paraná uma alta de 1,6 ponto percentual. O IBGE explicou que o aumento no início do ano é influenciado por fatores sazonais, principalmente pelo encerramento de vagas temporárias abertas no final do ano anterior.
Níveis de Informalidade pelo País
A pesquisa também detalhou a taxa de informalidade, que variou significativamente entre os estados. Santa Catarina apresentou o menor índice, com 25,3%, enquanto o Maranhão registrou o maior, com 57,8%. Pará e Piauí também mostraram índices elevados, ambos acima de 54%. Além de Santa Catarina, o Distrito Federal e São Paulo registraram os menores níveis de informalidade. O levantamento define informalidade como trabalhadores sem carteira assinada, empregados domésticos sem carteira, empregadores sem CNPJ e trabalhadores por conta própria sem registro formal.
Rendimento Médio e Resiliência do Mercado
Em relação ao rendimento médio real habitual dos trabalhadores, a maior parte do país manteve estabilidade. Os maiores valores foram registrados no Distrito Federal, em São Paulo e no Paraná. Já os menores rendimentos médios foram observados no Maranhão e no Ceará. Apesar da desaceleração vista no início de 2026, o IBGE reafirmou que o mercado de trabalho continua resiliente.