Desenrola Empresas Supera R$ 8 Bilhões em Crédito e 65 Mil Operações
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, anunciou que o programa Desenrola Empresas já contratou mais de R$ 8 bilhões e realizou 65 mil operações para pessoas jurídicas. Lançado em 4 de maio, o programa oferece condições facilitadas de crédito via Pronampe e ProCred 360, com prazos e carências ampliados, além de permitir a troca de dívidas mais caras. O ministro também abordou a análise sobre o teto do MEI, sem uma proposta final devido a preocupações fiscais.

Pereira enfatizou que o crédito terá um papel fundamental na adaptação de microempresas e empresas de pequeno porte à redução da jornada de trabalho e ao fim da escala 6 X 1. O Novo Desenrola Brasil foi lançado pelo governo federal em 4 de maio de 2026, introduzindo mudanças no Pronampe e no ProCred 360, com a ampliação de carência, prazo de pagamento e limite de crédito.
Linhas de Crédito para Empresas
O ministro explicou que o ProCred atende empresas menores, com faturamento anual de até R$ 360 mil, enquanto o Pronampe é destinado a negócios de porte maior. Para facilitar o acesso ao financiamento, o governo ampliou os fundos garantidores das linhas, um mecanismo pelo qual a União oferece garantia a empréstimos de pequenos negócios.
“A pequena e média empresa têm muita dificuldade de ter empréstimo, porque ela não tem patrimônio, ela não tem como garantir o empréstimo. Então, se ela consegue empréstimo no banco, ela consegue empréstimo a juros altíssimos”, afirmou Pereira, justificando a intervenção governamental.
Condições e Flexibilidade
De acordo com o ministro, empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil podem contratar crédito de até 50% da receita, um limite que pode chegar a 60% no caso de empresas lideradas por mulheres. As condições são flexíveis, com carência de até 2 anos e prazo de pagamento que pode se estender por até 8 anos.
Pereira destacou ainda que as empresas não precisam estar inadimplentes para acessar as linhas. O programa também oferece a possibilidade de trocar uma dívida mais cara por crédito com juros menores. “Você reduz o nível de endividamento. Isso também, às vezes, corrige uma situação que você diz assim: poxa, mas eu fiz tudo certo, não parei de pagar e não tem nenhum programa para mim? Não, tem sim”, declarou.
Teto do MEI em Análise
Em outra pauta, o ministro defendeu cautela em relação a possíveis alterações no teto do Microempreendedor Individual (MEI), que atualmente é de R$ 81.000 por ano. Ele informou que o governo está estudando alternativas, mas ressaltou que qualquer aumento do teto precisa considerar o impacto fiscal e o risco de 'pejotização'.
“Hoje o governo não tem uma proposta de aumento do teto do MEI. [...] Pode ser o aumento do teto, pode ser outra solução, mas a gente ainda está estudando isso”, concluiu Paulo Pereira.