Dólar Sobe e Ibovespa Cai em Meio a Pressões Inflacionárias e Pesquisa Eleitoral
O mercado financeiro brasileiro fechou em queda nesta terça-feira, com o dólar em alta e o Ibovespa em baixa, reagindo a pressões inflacionárias e ao resultado da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg que indica Luiz Inácio Lula da Silva com maior vantagem sobre Flávio Bolsonaro. Investidores locais e globais monitoram o cenário de inflação persistente e a dinâmica internacional, incluindo o ultimato do Presidente Donald Trump ao Irã.

O mercado financeiro brasileiro encerrou a terça-feira (19.mai.2026) em queda acentuada, com o dólar em alta e o Ibovespa em baixa, refletindo a preocupação dos investidores com as pressões inflacionárias persistentes e o impacto de uma nova pesquisa eleitoral no cenário doméstico.
A moeda norte-americana registrou alta de 0,85%, sendo cotada a R$ 5,041 ao final do dia. Durante a sessão, o dólar atingiu uma máxima de R$ 5,058 e uma mínima de R$ 5,009. Já o Ibovespa, principal índice da B3, apresentou uma queda de 1,52%, fechando aos 174.278,86 pontos.
Pesquisa Eleitoral e Impacto no Humor dos Investidores.
Investidores locais precificaram, principalmente, o levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado também nesta terça-feira. A pesquisa aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48,9% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 41,8% do senador Flávio Bolsonaro (PL).
O cenário da pesquisa foi levantado após a divulgação de mensagens em que o congressista Flávio Bolsonaro supostamente pede dinheiro a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O senador confirmou ter visitado o banqueiro após sua prisão, fatos que antecederam a sondagem.
A avaliação predominante no mercado é que um possível governo liderado por Flávio Bolsonaro adotaria um maior controle de gastos e uma disciplina fiscal mais rigorosa. Consequentemente, a maior vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro na pesquisa pesou negativamente no humor dos investidores, que veem com apreensão a perspectiva de políticas fiscais mais frouxas.
Pressões Inflacionárias e Cenário Global.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reiterou que os núcleos de inflação continuam pressionados. Segundo Galípolo, a autoridade monetária enfrenta o desafio de distinguir os impactos temporários decorrentes do choque de energia dos efeitos mais duradouros sobre a economia.
No âmbito internacional, as bolsas norte-americanas fecharam em queda. As preocupações com a inflação global se intensificaram, somadas aos impactos da guerra no Oriente Médio. Investidores ao redor do mundo apostam em juros mais altos por um período prolongado, diante do risco de uma pressão inflacionária persistente e do crescimento dos déficits globais.
O petróleo Brent recuava 0,90% às 17h30, sendo negociado a US$ 111. A variação ocorreu em meio a declarações contraditórias sobre as negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que geram incerteza no mercado de energia.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), declarou que estabeleceu um prazo de "2 ou 3 dias" para que o Irã demonstre avanço em um acordo diplomático antes de uma possível retomada das ações militares na região.