Edilson Damião anuncia pré-candidatura ao governo de Roraima após cassação
O ex-governador de Roraima, Edilson Damião (União Brasil), anunciou sua pré-candidatura ao governo do Estado, um dia após ter deixado o cargo por decisão do TSE, afirmando que seus direitos políticos permanecem assegurados para disputar as eleições suplementares e gerais.

O ex-governador de Roraima, Edilson Damião (União Brasil), anunciou na 6ª feira (1º.mai.2026) sua intenção de ser pré-candidato ao governo do Estado, um dia após ter deixado o cargo por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Damião afirmou que, apesar de respeitar a decisão judicial, seus direitos políticos seguem assegurados, o que o habilita a disputar novos pleitos.
Damião Assegura Direitos Políticos
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o ex-governador explicou a situação: “Deixei o governo por uma decisão da Justiça, que todo cidadão deve respeitar. Mas é importante esclarecer que meus direitos políticos estão garantidos”. A assessoria de Damião confirmou ao Poder360 que ele planeja concorrer tanto à eleição suplementar, a ser convocada pelo TSE, quanto às eleições gerais marcadas para outubro de 2026.
Contexto da Cassação pelo TSE
O Tribunal Superior Eleitoral cassou o mandato de Damião na 5ª feira (30.abr.2026) e determinou a realização de uma nova eleição direta para o governo de Roraima. A Corte manteve a cassação da chapa eleita em 2022, composta por Antonio Denarium (PP) e Edilson Damião, prevalecendo o entendimento de que ilícitos eleitorais em eleições majoritárias afetam toda a chapa. Denarium, o ex-governador cassado, havia renunciado ao cargo em março, e Damião assumiu em 27 de março, mas teve sua posse interrompida pela decisão do TSE com execução imediata. É importante notar que, diferentemente de Denarium, que teve a inelegibilidade de 8 anos mantida, Damião não foi declarado inelegível.
Cenário Político em Roraima e Defesa
Com a vacância do cargo de governador, o então presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos), assumiu interinamente. A eleição suplementar definirá quem governará o Estado até janeiro de 2027. O Poder360 consultou o TSE sobre o calendário da eleição suplementar, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem. A defesa de Edilson Damião informou ao Poder360 que, apesar da decisão, apresentará os recursos cabíveis, reafirmando o respeito às instituições e acompanhando os desdobramentos “com responsabilidade e observância à legislação vigente”.