Eleições

Eduardo Bolsonaro Prevê Pressão Política sobre STF com Eleições e Fala em Ascensão de Flávio à Presidência

Em entrevista a Mario Nawfal, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que as eleições de outubro de 2026 criarão um ambiente de pressão política sobre o Supremo Tribunal Federal, levando o ministro Alexandre de Moraes a 'seguir a lei'. Ele também revelou o grave estado de saúde de seu pai, Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar humanitária, e destacou a liderança de seu irmão, Flávio Bolsonaro, em pesquisas para a Presidência da República, superando Lula. Eduardo ainda abordou a política externa com os EUA, o papel da USaid e a suposta ligação entre grupos criminosos e partidos de esquerda no Brasil.

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Eduardo Bolsonaro Prevê Pressão Política sobre STF com Eleições e Fala em Ascensão de Flávio à Presidência
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

Em entrevista concedida ao influenciador australiano Mario Nawfal e divulgada neste domingo (3.mai.2026), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que as eleições deste ano criarão um "ambiente de pressão política" sobre o Supremo Tribunal Federal (STF).

Moraes Sob Pressão e Acusações

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro projetou a eleição de mais congressistas de direita em outubro, o que, segundo ele, possibilitaria a construção de maioria no Senado. "Com isso, você verá Alexandre de Moraes tecnicamente seguindo a lei novamente", afirmou. Eduardo Bolsonaro criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de "líder supremo do Brasil", e disse acreditar que Moraes tem modificado sua postura devido ao escândalo do vazamento de mensagens de Daniel Vorcaro, do Master, que citam proximidade com ministros da Corte.

O ex-congressista manifestou crença de que, com a mudança do cenário político e a possibilidade de o Senado votar processos de impeachment, os ministros do STF "passarão a seguir a lei".

Saúde Crítica de Jair Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro relatou um agravamento no estado de saúde de Jair Bolsonaro, que recebeu alta para cumprir prisão domiciliar humanitária por 90 dias. O ex-deputado informou que o pai sofre de crises constantes de soluço refratário, ocorrendo a cada 10 segundos, resultando em vômitos e risco de aspiração pulmonar.

O político revelou que o pai "quase morreu há alguns dias" devido a uma complicação durante a madrugada, percebida horas depois pelos guardas. Este relato se refere ao episódio de 13 de março de 2026, quando Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. O médico que o atendeu foi enfático sobre a gravidade: "Mais uma ou duas horas e ele teria uma infecção generalizada e morreria. Nesses casos, a chance de sobrevivência é de 50%". O quadro exige monitoramento médico constante devido às sequelas da facada de 2018.

Flávio Bolsonaro Lidera Pesquisas para 2026

Eduardo afirmou, ainda, que seu irmão mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), já lidera as intenções de voto para a Presidência da República em "algumas das maiores pesquisas" de opinião, superando o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Eduardo Bolsonaro, a performance de Flávio nas sondagens é reflexo de uma revolta popular contra decisões do Supremo Tribunal Federal. Ele rechaçou a hipótese de a candidatura do irmão ser parte de um acordo com a Corte para beneficiar o pai, que cumpre pena de 27 anos de prisão.

Sobre a política externa, Eduardo destacou que a relação entre o Brasil e os Estados Unidos, num eventual governo Flávio Bolsonaro, seria pautada pela cooperação em minerais estratégicos. "Temos as maiores reservas de terras-raras e minerais críticos. Se Donald Trump, o ATUAL Presidente (47º), vencer a próxima eleição, ele vai querer negociar conosco para não depender da China", disse.

O ex-deputado também citou a USaid, afirmando que cerca de US$ 5,7 milhões da agência foram usados para criar a rede de agências de verificação de fatos no Brasil. Segundo ele, esses órgãos produziram os relatórios que fundamentaram decisões judiciais contra seu grupo: "Essas agências fizeram os reports que Moraes usou para justificar a censura. Sem esse dinheiro para essas coisas, estamos em uma posição melhor para a eleição".

Acusações sobre Ligação entre Crime Organizado e Política

Eduardo Bolsonaro afirmou que existe uma "base política" entre grupos criminosos e partidos de esquerda no Brasil. Segundo ele, há suspeitas de que dinheiro de cartéis de drogas tenha sido destinado a campanhas eleitorais. Ele citou como evidência o depoimento de Hugo "El Pollo" Carvajal, ex-chefe de inteligência da Venezuela, que teria relatado o envio de recursos via malas diplomáticas para políticos de esquerda em diversos países da América Latina e da Europa.

Ele acrescentou que a omissão beneficia o crime organizado, que, em suas palavras, é "muito mais sofisticado e inteligente" no Brasil do que no México, por focar na infiltração política e na lavagem de dinheiro em vez do confronto direto.

Tarcísio de Freitas Alinhado a Projeto

Eduardo afirmou ainda que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está alinhado ao projeto de Flávio Bolsonaro. O político comparou a dinâmica entre os dois à de Donald Trump e Ron DeSantis nos EUA. "É como Trump concorrendo à Presidência e Ron DeSantis ao governo. Tarcísio concorrerá ao governo, Flávio à Presidência, e todos estão se apoiando", concluiu.

Escrito por Redação Leia Política