Empresário investigado por suposto golpismo em 2022 apoia candidato aliado de Paes
Ivan Wrobel, empresário que esteve em grupo de WhatsApp investigado pela Polícia Federal por mensagens supostamente golpistas em 2022, agora direciona apoio financeiro ao vereador Pedro Duarte (PSD), candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro. Duarte é aliado de Eduardo Paes, cujo partido apoia a reeleição do presidente Lula (PT), marcando um distanciamento do bolsonarismo por parte de Wrobel e seu filho, Flávio.

O empresário Ivan Wrobel, que em 2022 estava em um grupo de WhatsApp investigado pela Polícia Federal (PF) por mensagens de cunho supostamente golpista, decidiu apoiar um candidato distante do bolsonarismo nas eleições de 2026. Wrobel, dono da construtora W3, aparece na lista de doadores do atual vereador Pedro Duarte, que concorre a deputado estadual no Rio pelo Partido Social Democrático (PSD).
Apoio Financeiro ao Vereador Pedro Duarte
Ivan Wrobel doou R$ 1.064 ao candidato Pedro Duarte, que é aliado de Eduardo Paes, líder do PSD fluminense e que se encontra em primeiro lugar nas pesquisas para governador. O filho do empresário, Flávio Wrobel, diretor na empresa do pai, também realizou uma doação de R$ 1.064 ao candidato fluminense. As doações, tanto de Ivan quanto de Flávio, foram efetuadas em 17 de agosto de 2026, por meio do financiamento coletivo aberto pelo vereador.
Até o momento, Pedro Duarte declarou um total de R$ 408 mil em doações eleitorais para sua campanha. Além da doação direta ao candidato, Flávio Wrobel também contribuiu com R$ 30 mil ao fundo partidário do diretório estadual do PSD do Rio. Essa doação foi registrada em 2 de junho de 2026, e o fundo partidário é controlado por Eduardo Paes, que é candidato ao governo do estado.
Histórico Político de Pedro Duarte
Pedro Duarte foi eleito vereador do Rio de Janeiro em 2024 pelo Partido Novo. Naquele ano, ele chegou a se lançar como pré-candidato à Prefeitura da capital fluminense, mas posteriormente desistiu da corrida. O vereador deixou o Partido Novo em 2026, justificando a decisão pela "radicalização ideológica" da sigla. Um mês depois de sua saída, Duarte filiou-se ao PSD de Eduardo Paes, partido que, conforme o texto-fonte, apoia a reeleição do presidente Lula (PT) ao Palácio do Planalto.