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Equipe de Flávio Bolsonaro Passa por Novas Mudanças em Meio a Controvérsias com Banco Master

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta uma reestruturação em sua equipe de comunicação, com a saída do jornalista Rodrigo Saccone e a substituição do publicitário Marcello Lopes por Eduardo Fischer. As mudanças ocorrem em meio a revelações sobre encontros do senador com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e alegações de financiamento de projetos audiovisuais.

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Equipe de Flávio Bolsonaro Passa por Novas Mudanças em Meio a Controvérsias com Banco Master
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vê sua equipe de comunicação passar por novas reestruturações, com a saída do jornalista Rodrigo Saccone e a substituição do publicitário Marcello Lopes, o Marcelão, por Eduardo Fischer. As mudanças ocorrem no rastro das revelações sobre a relação do parlamentar com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e alegações de financiamento de projetos.

Saccone, jornalista gaúcho, deixa a assessoria de imprensa da campanha de Flávio Bolsonaro para integrar a equipe de Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de campanha do senador. Marcelão já havia deixado a chefia da comunicação para Fischer, e outras alterações são esperadas com a chegada do novo responsável.

Reestruturações na Comunicação

A saída de Marcelão marca a primeira baixa significativa na equipe do senador após a divulgação de conversas e um encontro entre ele e Daniel Vorcaro. Aliados do publicitário indicaram que ele avaliou não ser o momento ideal para permanecer no cargo, especialmente por estar nos Estados Unidos nos dias em que o vínculo entre Flávio e Vorcaro veio a público. Além disso, a falta de entrosamento com a coordenação da campanha, gerando momentos de tensão e impasses com políticos e outros operadores da publicidade, também pesou em sua decisão. Marcelão, dono da agência Calix, conversou com a coordenação da campanha na quarta-feira e decidiu deixar a função.

Vínculos Financeiros e Negativas

Mensagens e um áudio revelados em reportagem do Intercept Brasil, atribuídos a Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, indicaram que o fundador do Banco Master teria se comprometido a pagar R$ 134 milhões para financiar a produção de “Dark Horse”. Conforme o texto, Vorcaro teria efetuado pagamentos de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025, direcionados ao fundo Havengate Development Fund LP, no Texas, Estados Unidos. Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro, é citado como um dos agentes do fundo.

Em resposta às acusações, Eduardo Bolsonaro negou em seu perfil no Instagram ter recebido o dinheiro de Vorcaro para o filme. Sobre o escritório de Paulo Calixto, ele afirmou que o local “cuida apenas da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos” e que foi ele quem apresentou Calixto a Mario Frias, “por saber da sua competência”. O Intercept Brasil alega possuir documentos que comprovam as transações, mas não os publicou e não detalhou como chegou aos valores.

Posicionamento de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro, por sua vez, confirmou a negociação, mas não detalhou os valores. Ele declarou: “Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”. Ontem, terça-feira, 19 de maio de 2026, o senador confirmou ter se encontrado com Daniel Vorcaro em São Paulo, após a primeira prisão do empresário pela Polícia Federal, ocorrida no fim de 2025. Segundo Flávio, o objetivo do encontro era apenas colocar um “ponto final” na relação com Vorcaro.

Escrito por Redação Leia Política