Judiciário

Ex-sócio do Master Atribui Benefício a Governo Bolsonaro, Não a Jaques Wagner

Augusto Lima, ex-sócio do Master e alvo da Operação Compliance Zero, afirmou ao Supremo Tribunal Federal que o benefício ao banco provém de uma MP do governo Jair Bolsonaro, em 2022, e não de uma emenda de Jaques Wagner, como avaliado pela PF.

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Ex-sócio do Master Atribui Benefício a Governo Bolsonaro, Não a Jaques Wagner
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF - O ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, Augusto Lima, declarou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que uma iniciativa da gestão de Jair Bolsonaro, e não uma emenda do senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado, beneficiou a instituição financeira. A afirmação foi feita por meio de uma petição apresentada em junho, na qual a defesa de Lima contestou uma série de medidas restritivas contra o banqueiro, determinadas pelo ministro do STF André Mendonça. Augusto Ferreira Lima é um dos alvos da Operação Compliance Zero.

Defesa Contesta Avaliação da PF.

A petição da defesa de Augusto Lima contesta uma avaliação feita pela Polícia Federal (PF) que indicava que uma emenda proposta por Jaques Wagner a uma medida provisória (MP) teria beneficiado o Master. Segundo o banqueiro, a PF teria cometido uma "confusão" entre a emenda de Wagner e o conteúdo original da MP nº 1.106/2022. Esta MP foi editada pelo governo Bolsonaro em 2022, último ano do mandato do então presidente.

Medida Provisória de Bolsonaro Ampliou Crédito.

A defesa de Lima argumenta que o objeto da MP nº 1.106/2022, editada por Jair Bolsonaro, era ampliar a margem de crédito consignado para aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC e de outros programas de transferência de renda. Aparentemente, a MP de fato beneficiaria operadores do mercado de crédito consignado. Contudo, a defesa reitera que essa medida não foi proposta pelo senador Jaques Wagner.
Escrito por Redação Leia Política