Filho de Maduro afirma que pai não tem fortuna e busca acordo político para libertação
Nicolás Maduro Guerra, conhecido como Nicolasito, declarou que o futuro de seu pai, o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, detido nos EUA, depende de um acordo político, e não judicial. Em entrevista ao El País, ele negou que Maduro possua bens ou recursos financeiros relevantes no exterior, afirmando que seu patrimônio se resume a um único apartamento.

Segundo Nicolasito, seu pai não tem “dinheiro, contas ou laranjas”. Nicolás Maduro está preso nos Estados Unidos desde que foi capturado por militares norte-americanos em janeiro de 2026, sob acusações de corrupção e narcotráfico.
Patrimônio limitado e negação de riqueza oculta.
O deputado explicou que o patrimônio de seu pai se resume a um apartamento adquirido quando ele ainda era congressista. Ele negou a existência de estruturas financeiras ocultas, embora tenha admitido que seria incorreto dizer que seu pai vivia mal.
Nicolasito relembrou a madrugada de 3 de janeiro de 2026, quando forças dos EUA capturaram Maduro. Ele afirmou que a família acreditou que o então presidente morreria naquele dia.
Maduro está detido em Nova York, no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, junto com sua mulher, Cilia Flores, também capturada em 3 de janeiro. O caso envolve custos elevados com defesa jurídica, que chegam a milhões de dólares e exigem negociações para liberação de pagamentos, inclusive com participação indireta do governo venezuelano.
Acordo político como caminho para o retorno.
Nicolasito enfatizou que o retorno do pai dependerá de um acordo político. A declaração sugere que o desfecho pode envolver negociações entre governos, com possíveis impactos em sanções econômicas e na retomada de relações comerciais entre os dois países.
A narrativa busca reforçar a versão de que o ex-presidente não acumulou riqueza pessoal, um argumento central para sua defesa política e jurídica. Ao mesmo tempo, o episódio amplia a pressão sobre a economia venezuelana, que depende de acordos internacionais para aliviar restrições e retomar investimentos externos.
Acusações de narcoterrorismo.
As acusações apresentadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra Nicolás Maduro incluem principalmente conspiração de narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína e crimes relacionados ao uso de armas de guerra. Os EUA afirmam que Maduro liderava um grupo que atuou por décadas para facilitar a produção e a venda de drogas com apoio de estruturas estatais. As investigações indicam que o esquema envolvia proteção institucional e logística para garantir o transporte de grandes quantidades de cocaína. Além do narcotráfico, os acusados também respondem por conspiração para posse e uso de metralhadoras e dispositivos destrutivos.