Flávio Bolsonaro Livra-se do Centrão e Pode Radicalizar Estratégia Eleitoral
Após Republicanos, PP e União Brasil recusarem apoio à sua candidatura presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) está livre para adotar uma estratégia mais combativa, semelhante à de seu pai em 2018, incluindo o questionamento das urnas eletrônicas, após uma fase de abordagem moderada e críticas de aliados como Paulo Figueiredo.

Com a decisão de Republicanos, PP e União Brasil de não endossarem a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), o senador demonstra liberdade para reorientar sua estratégia eleitoral. A mudança sinaliza um possível retorno ao modelo adotado por seu pai, Jair Bolsonaro, nas eleições de 2018.
Até o início de julho, a campanha de Flávio Bolsonaro vinha sendo caracterizada por uma abordagem mais alinhada ao Centrão, com pautas de direita, mas em um tom moderado, buscando respeito às instituições políticas e à Justiça Eleitoral. Essa fase também incluiu tentativas de viralizar nas redes sociais através de dancinhas e memes.
Mudança de Rota e Críticas de Aliados
Agora, com os principais partidos do Centrão oficialmente fora de sua chapa, Flávio Bolsonaro parece mais propenso a intensificar o discurso, inclusive retomando temas como o questionamento das urnas eletrônicas — uma das bandeiras defendidas por Jair Bolsonaro em pleitos anteriores.
Essa guinada na abordagem já era defendida há algum tempo por aliados. Entre eles, o jornalista Paulo Figueiredo, que colabora com Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos na interlocução com o governo do atual presidente, Donald Trump (47º).
Na última sexta-feira, 17 de julho, Figueiredo criticou publicamente o baixo engajamento dos vídeos de Flávio Bolsonaro e a estratégia do PL e de seu presidente nacional, Valdemar Costa Neto. O influenciador defendeu a necessidade de uma candidatura mais combativa para o senador.