Brasília

G7: Lula e Zelensky se Aproximam, mas Atrito com Trump Aumenta

O presidente Lula encerrou sua participação no G7 com avanços nas conversas com Volodymyr Zelensky sobre um cessar-fogo, mas a relação com Donald Trump se deteriorou após trocas de farpas e críticas do presidente americano ao Brasil e ao próprio Lula.

Compartilhe
Ouvir AnáliseNarrado por IA
G7: Lula e Zelensky se Aproximam, mas Atrito com Trump Aumenta
Foto: Reprodução / Leia Política

BRASÍLIA, DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornou ao Brasil nesta quinta-feira (18/6) após sua participação de três dias na cúpula do G7 na França, com um balanço que ele próprio classificou como um "empate". Enquanto houve um avanço significativo nas relações com a Ucrânia, a temperatura da diplomacia com os Estados Unidos voltou a subir, marcando um novo ponto de atrito entre o líder brasileiro e o atual presidente Donald Trump.

Aproximação com Zelensky e Compromisso de Paz

Lula revelou publicamente ter tido sua "melhor conversa" com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky durante o evento. O petista se comprometeu a interceder junto aos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para buscar a viabilização de um cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia, sinalizando um papel ativo do Brasil na busca por uma solução para o conflito.

Escalada da Tensão com Trump

Em contrapartida, o retorno de Lula ao Palácio do Planalto foi acompanhado pela reintensificação das tensões com Donald Trump. Após meses em que ambos os chefes de Estado trocaram mais elogios do que provocações, o último dia do G7 viu Trump elevar o tom contra o Brasil. O presidente americano comentou sobre um ambiente "politicamente difícil" no país e expressou irritação com a condenação de um ex-deputado por coação contra o Supremo Tribunal Federal, apesar de ter confundido Flávio com Eduardo Bolsonaro em sua declaração.

A resposta de Lula não tardou. O presidente brasileiro afirmou que Trump cometeu um "desaforo" contra o Brasil ao classificar, à revelia do governo brasileiro, o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Lula foi além, declarando que Trump age como um "imperador" e pediu que o presidente americano não se meta nas eleições brasileiras.

Escrito por Redação Leia Política