Economia

Galípolo (BC) defende juros mais restritivos e alerta para inflação pressionada no Senado

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou em audiência no Senado que a inflação está bastante pressionada e que a autarquia precisará manter juros mais restritivos. Ele citou o impacto de choques de oferta e a guerra entre EUA e Irã no preço do petróleo.

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Galípolo (BC) defende juros mais restritivos e alerta para inflação pressionada no Senado
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta 3ª feira (19) que a inflação no país segue "bastante pressionada", demandando juros mais restritivos por parte da autoridade monetária. A declaração foi feita durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Juros ainda elevados, apesar de cortes

Apesar de dois cortes de 0,25 ponto percentual, que levaram a taxa Selic para 14,50% ao ano, Galípolo destacou que os juros continuam em patamar elevado. Ele ressaltou que os núcleos de serviços permanecem acima da meta de inflação, indicando persistência nas pressões de preços.

Choque de oferta e cenário externo influenciam expectativas

Galípolo explicou que o choque de oferta teve um impacto relevante sobre as expectativas de inflação para 2028. O presidente do BC também mencionou o desafio da autarquia em distinguir a elevação de preços decorrente de choques de oferta dos chamados efeitos de segunda ordem.

O cenário internacional também foi abordado, com a guerra entre Estados Unidos e Irã sendo citada como um fator que elevou o preço do petróleo para mais de US$ 100, devido ao fechamento do estreito de Ormuz. Este estreito é responsável pela passagem de 20% da commodity consumida globalmente, e a situação levou o mercado a prever um ciclo de afrouxamento monetário mais curto.

Meta de inflação e postura do BC

Historicamente, a taxa de juros no Brasil tem se mantido em um nível estruturalmente alto, segundo Galípolo. Ele apontou que, nos últimos seis anos, a meta de inflação não foi cumprida em quatro deles, sugerindo que o Banco Central "talvez tenha sido pouco conservador" em sua abordagem.

Escrito por Redação Leia Política