Congresso

Governo aposta em avanço da PEC 6x1 no Senado com pressão sobre Alcolumbre

Após aprovação na Câmara, a PEC 6x1, que visa a redução da jornada de trabalho, chega ao Senado. Lideranças governistas e do PT acreditam que o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) dará andamento à proposta, apesar de tensões anteriores, impulsionado pela pressão popular e pelo ano eleitoral de 2026.

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Governo aposta em avanço da PEC 6x1 no Senado com pressão sobre Alcolumbre
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF - Lideranças governistas expressam otimismo de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), dará andamento à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 6x1), que foi aprovada no plenário da Câmara na quarta-feira, 27 de maio. A PEC prevê a redução da escala e da jornada de trabalho e chega ao Senado com a expectativa de que Alcolumbre não consiga resistir à pressão em seu favor.

A Pressão sobre Davi Alcolumbre.

Inicialmente, havia um temor no Palácio do Planalto de que Alcolumbre pudesse atrasar a tramitação da PEC. Esse receio surgiu após o mal-estar gerado pela rejeição do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, a avaliação de lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) é que a redução da jornada de trabalho se tornou uma pauta que transcende o governo e qualquer desconforto pessoal de Alcolumbre, impulsionada significativamente pela pressão vinda das ruas.

Cenário Eleitoral de 2026 Impulsiona Tramitação.

A leitura de dois parlamentares do Centrão, que preferiram não ser identificados, é que o Senado possui um caráter "populista". Eles acreditam que Alcolumbre não terá como se opor a uma proposta com tal apelo popular em pleno ano eleitoral. As eleições de 2026 preveem a renovação de dois terços das cadeiras do Senado, o que representa 54 das 81 vagas da Casa, com a maioria dos atuais senadores buscando a reeleição.

Movimentações no Executivo.

Para acompanhar a tramitação, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, já adiantou que irá procurar o presidente do Senado para dialogar sobre a proposta, logo após a aprovação da matéria na Câmara.

Escrito por Redação Leia Política