Governo aposta em avanço da PEC 6x1 no Senado com pressão sobre Alcolumbre
Após aprovação na Câmara, a PEC 6x1, que visa a redução da jornada de trabalho, chega ao Senado. Lideranças governistas e do PT acreditam que o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) dará andamento à proposta, apesar de tensões anteriores, impulsionado pela pressão popular e pelo ano eleitoral de 2026.

A Pressão sobre Davi Alcolumbre.
Inicialmente, havia um temor no Palácio do Planalto de que Alcolumbre pudesse atrasar a tramitação da PEC. Esse receio surgiu após o mal-estar gerado pela rejeição do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, a avaliação de lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) é que a redução da jornada de trabalho se tornou uma pauta que transcende o governo e qualquer desconforto pessoal de Alcolumbre, impulsionada significativamente pela pressão vinda das ruas.
Cenário Eleitoral de 2026 Impulsiona Tramitação.
A leitura de dois parlamentares do Centrão, que preferiram não ser identificados, é que o Senado possui um caráter "populista". Eles acreditam que Alcolumbre não terá como se opor a uma proposta com tal apelo popular em pleno ano eleitoral. As eleições de 2026 preveem a renovação de dois terços das cadeiras do Senado, o que representa 54 das 81 vagas da Casa, com a maioria dos atuais senadores buscando a reeleição.
Movimentações no Executivo.
Para acompanhar a tramitação, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, já adiantou que irá procurar o presidente do Senado para dialogar sobre a proposta, logo após a aprovação da matéria na Câmara.