Economia

Governo brasileiro busca diálogo com EUA para evitar sanções financeiras

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta sexta-feira (29.mai.2026) que o presidente Lula dialogará com o presidente Donald Trump dos EUA. O objetivo é evitar sanções contra o sistema financeiro brasileiro, empresas e o Pix, após Washington classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. Há preocupação com possíveis restrições e impactos na avaliação da economia nacional.

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Governo brasileiro busca diálogo com EUA para evitar sanções financeiras
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (29.mai.2026) que o governo brasileiro buscará diálogo com a administração dos Estados Unidos para evitar sanções ao sistema financeiro nacional. A iniciativa surge após a decisão de Washington em classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações 'terroristas'.

Durigan destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve conversar diretamente com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o tema. O principal objetivo é blindar instituições financeiras, empresas nacionais e estruturas consideradas estratégicas, como o sistema Pix, de possíveis restrições ou questionamentos por parte das autoridades norte-americanas.

Preocupação com Restrições no Setor Financeiro.

O ministro expressou a preocupação do setor financeiro com potenciais restrições decorrentes dessa classificação. Ele mencionou o receio de que contas, operações bancárias e infraestruturas financeiras brasileiras possam ser alvo de questionamentos ou restrições.

Diálogo para Proteger a Economia.

Além do diálogo direto entre presidentes, o governo brasileiro também planeja conversas com agências de classificação de risco. A intenção é evitar que a avaliação sobre a economia do Brasil seja afetada por fatores políticos. Segundo Durigan, eventuais sanções unilaterais poderiam elevar custos para empresas e investidores brasileiros.

Cooperação contra o Crime Organizado.

Durigan defendeu o fortalecimento da cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ele ressaltou que o presidente Lula já havia apresentado essa posição a Trump, e as autoridades americanas demonstraram concordância com as propostas brasileiras para ampliar a colaboração entre os países. 'O que importa é fazer uma cooperação para que a gente apreenda fuzil, para que a gente apreenda arma, droga sintética que vem dos Estados Unidos para cá', concluiu o ministro.

Escrito por Redação Leia Política