Brasília

Governo Lula anuncia plano de R$ 1,335 bilhão para combater El Niño

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta 4ª feira (29.jul.2026), um plano de R$ 1,335 bilhão para a prevenção e mitigação do El Niño. A iniciativa envolve 23 ministérios e 6 agências, com foco em segurança alimentar, combate a incêndios, monitoramento hidrológico e saúde, além da criação de uma Sala de Situação para coordenação contínua.

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Governo Lula anuncia plano de R$ 1,335 bilhão para combater El Niño
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta 4ª feira (29.jul.2026), um plano de R$ 1,335 bilhão para a prevenção e mitigação do El Niño. A reunião que detalhou as medidas contou com a presença de representantes de 23 ministérios, além de 6 agências, órgãos ou institutos.

O presidente Lula declarou que "O El Niño vai acontecer em breve. Nós estamos preparados. Se ele não acontecer, valeu a intenção de se preparar para enfrentar alguma coisa grave. O que é duro é quando acontece alguma coisa para a qual ninguém está preparada".

As medidas são voltadas para áreas como segurança alimentar, combate a incêndios, monitoramento hidrológico e saúde.

Ações e Coordenação Governamental

Na reunião, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, apresentou as ações do governo que visam a mitigar o impacto do El Niño. Em maio, organizações da sociedade civil já haviam alertado o governo federal sobre a necessidade de adotar políticas de adaptação climática para populações vulneráveis, citando efeitos de eventos extremos como enchentes, deslizamentos, secas, estiagens, ondas de calor e incêndios florestais.

Uma Sala de Situação do El Niño foi criada, integrada por 24 ministérios, para monitorar continuamente a evolução do fenômeno e coordenar as ações federais. A estratégia é baseada em 4 pilares, e a ministra Belchior afirmou que o governo está "muito mais bem preparado para enfrentar o El Niño do que nós estávamos quando já enfrentamos uma ocorrência forte desse fenômeno neste mandato".

Estratégias Regionais e Setoriais

No combate aos incêndios florestais, os esforços serão concentrados em áreas de maior risco, com postos de comando no Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Tocantins. O plano inclui reforço de equipamentos e logística, com 16 veículos especiais, duas vilas operacionais, 19 helicópteros, 18 aviões para lançamento de água e uma aeronave para transporte de equipes.

Para resposta às emergências, será mantida a estratégia de acionamento de aeronaves de diferentes órgãos federais e estaduais, incluindo Ibama, ICMBio, Funai, PRF, Forças Armadas e de 7 Estados.

Para a Região Nordeste, o Planalto informou não haver previsão de escassez nos reservatórios de água em 2026, com nível médio de armazenamento adequado e o rio São Francisco operando normalmente, embora o atraso das chuvas possa impactar 2027.

A Região Sul receberá sistemas de alerta para chuvas intensas, prontidão da Defesa Civil, intervenções em barragens e diques, e uso de recursos do Funrigs para obras no Rio Grande do Sul.

No Sudeste, a atuação envolve acompanhamento das variações climáticas e impactos no abastecimento de água, monitoramento preventivo de sistemas que abastecem São Paulo e Rio de Janeiro, gestão coordenada dos sistemas Cantareira e Paraíba do Sul, e acompanhamento das vazões na Hidrovia do Paraguai.

O setor elétrico, especialmente na Região Norte, terá monitoramento dos reservatórios caso o nível dos rios diminua.

Na área de segurança alimentar, haverá antecipação da entrega de cestas básicas, ampliação do atendimento de 160 mil para 350 mil cestas para grupos específicos, e ampliação dos estoques públicos para 310 mil toneladas de arroz e 180 mil toneladas de milho.

Na saúde, os CISC (Centros de Informação em Saúde e Clima) monitorarão os impactos sanitários associados a ondas de calor, secas, estiagens, incêndios e chuvas intensas, subsidiando o SUS com análises epidemiológicas.

Escrito por Redação Leia Política