Brasília

Governo Lula envia PL pela redução da jornada de trabalho e recebe pauta sindical

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a Pauta da Classe Trabalhadora de centrais sindicais, que inclui a redução da jornada para 40 horas semanais. O governo, por sua vez, enviou ao Congresso Nacional um Projeto de Lei para tratar da redução da jornada de trabalho em regime de urgência, alterando a CLT. O PL tem prazo de 45 dias para ser votado.

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Governo Lula envia PL pela redução da jornada de trabalho e recebe pauta sindical
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta 4ª feira (15.abr.2026) com representantes de 36 centrais sindicais no Palácio do Planalto. Durante o encontro, Lula utilizou um boné pedindo o fim da escala 6 X 1. Os sindicalistas entregaram ao presidente a Pauta da Classe Trabalhadora, um documento com 68 reivindicações, que abrangem o período de 2026 a 2030, incluindo a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem alteração salarial e delegando à negociação coletiva a definição das escalas.

Proposta de Redução da Jornada de Trabalho Enviada ao Congresso.

O governo federal enviou ao Congresso Nacional na 3ª feira (14.abr) um Projeto de Lei (PL) propondo a redução da jornada de trabalho. O PL foi encaminhado em regime de urgência e altera dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e outras legislações correlatas. O Congresso terá um prazo de 45 dias para votar a proposta. Caso não seja votado neste período, o projeto passará a trancar a pauta de votações da Câmara, impedindo a análise de outras matérias até sua deliberação.

A pauta do fim da escala 6 X 1 é tratada como uma prioridade do governo e figura entre as bandeiras para a reeleição do petista. Por se tratar de um projeto de lei, o texto permite veto presidencial, hipótese considerada pelo governo caso o conteúdo aprovado pelo Congresso seja desfigurado durante sua tramitação.

Críticas à Reforma Trabalhista de 2017 e Defesa do Imposto Sindical.

No encontro com as centrais, o presidente Lula criticou a reforma trabalhista, sancionada em 2017 pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), afirmando que as alterações “legalizaram a precarização do trabalho”. Ele também se manifestou contrariamente ao fim do imposto sindical, extinto com a referida reforma, declarando: “Eles fizeram com vocês o que nós queremos fazer com o crime organizado. Se a gente quer acabar com o crime organizado, temos que asfixiar a economia deles”.

Além de Lula, participaram do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência da República) e José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais). A Pauta da Classe Trabalhadora também foi entregue ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta 4ª feira (15.abr). No mesmo dia, as centrais sindicais promoveram a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, com foco na redução da jornada de trabalho.

Escrito por Redação Leia Política