Governo Lula Mantém Delegados da PF no STF, Diferente de Outros Órgãos
O governo Lula decidiu manter os cinco delegados da Polícia Federal cedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF), contrariando a medida de recall aplicada a mais de 50 outros órgãos da administração pública. A decisão permite que delegados chave, como Fábio Shor no gabinete de Alexandre de Moraes, continuem atuando em investigações importantes, enquanto os demais oficiais reforçarão o programa Brasil Contra o Crime Organizado.

BRASÍLIA, DF - O governo Lula decidiu não incluir o Supremo Tribunal Federal (STF) na lista dos mais de 50 órgãos da administração pública que terão que devolver delegados da Polícia Federal (PF) que estavam cedidos. A medida garante a permanência dos cinco oficiais da PF que atualmente atuam na Corte, contrariando o recall aplicado a outras instituições.
Delegados Federais Mantidos no Supremo
Atualmente, segundo dados do próprio Supremo, há cinco delegados federais prestando serviço na Corte. Quatro deles estão alocados em gabinetes de ministros, enquanto um quinto está cedido à Secretaria de Polícia Judicial.
Entre os nomes que permanecerão está o delegado Fábio Shor, conhecido por sua atuação no gabinete do ministro Alexandre de Moraes e responsável por conduzir inquéritos contra diversos bolsonaristas. O ministro Luiz Fux também conta com o delegado Fábio Lucena em sua equipe.
Já o ministro André Mendonça, relator de casos importantes como o "Caso Master" e a "Farra do INSS", terá a continuidade dos delegados Graziela Machado e Thiago Marcantonio em seu gabinete. Na Polícia Judicial, o agente Raphael de Mello Batista também permanecerá em suas funções.
Reforço ao Combate ao Crime Organizado em Outros Setores
Em contraste com a decisão envolvendo o STF, os oficiais da Polícia Federal que estavam cedidos aos demais órgãos da administração pública foram convocados pelo governo Lula. Cerca de 50 delegados da PF serão redirecionados para reforçar o programa "Brasil Contra o Crime Organizado", dedicando-se a investigações sobre facções criminosas.