Economia

Guerra Comercial Sino-Americana Reacende com Novas Tarifa Chinesas; Trump Visitará Pequim em Maio

A China retaliou os Estados Unidos com o lançamento de duas investigações comerciais, aumentando a tensão na guerra comercial após a reabertura de uma trégua de seis meses. O presidente Donald Trump confirmou que viajará a Pequim em 14 de maio para um encontro com o líder chinês Xi Jinping, enquanto a situação no Estreito de Ormuz também é monitorada pela China.

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Guerra Comercial Sino-Americana Reacende com Novas Tarifa Chinesas; Trump Visitará Pequim em Maio
Foto: Reprodução / Leia Política
PEQUIM, CHINA -

A guerra comercial entre a China e os Estados Unidos reacendeu-se nesta semana com uma contra-ofensiva tarifária iniciada pelo governo chinês, aumentando a tensão para o encontro bilateral entre o Presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping. Após uma pausa de seis meses, Pequim decidiu retaliar a quebra da trégua provocada por uma investigação norte-americana, iniciada há duas semanas, sobre trabalho forçado em 60 países, incluindo a China.

Investigações Comerciais e Possíveis Retaliações.

Na sexta-feira, 27 de março de 2026, a China lançou duas investigações comerciais contra os EUA. As apurações focam nas medidas adotadas pela Casa Branca para barrar a entrada de produtos chineses no território norte-americano e na exportação de produtos de alta tecnologia e de transição energética. Estas investigações terão duração de seis meses e podem culminar em tarifas contra os Estados Unidos ou em outras formas de retaliação a empresas norte-americanas.

Encontro Trump-Xi Reagendado.

Enquanto a disputa comercial se acirra, o encontro entre o Presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), e o líder chinês, Xi Jinping (Partido Comunista da China), ganhou uma nova data. O republicano declarou que desembarcará em Pequim em 14 de maio. O governo chinês ainda não confirmou oficialmente a data, mas é praxe que tais confirmações ocorram poucos dias antes do evento. Inicialmente, o Presidente Trump era esperado na capital chinesa em 31 de março, mas adiou a viagem para se concentrar na resolução da guerra com o Irã e seus desdobramentos no Oriente Médio. China e EUA também negociam a possibilidade de Xi Jinping visitar Washington no final do ano, com novembro sendo a data mais provável.

Situação no Estreito de Ormuz.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, conversou na terça-feira, 24 de março, com o chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi. Na ocasião, Araghchi afirmou que o Estreito de Ormuz estava fechado apenas para os inimigos do Irã, e que o país persa considera a China como uma aliada estratégica. Já na quarta-feira, 25 de março, Araghchi detalhou que o país permitirá a passagem de embarcações chinesas e de outros quatro países: Rússia, Iraque, Paquistão e Índia. Embora seja uma notícia favorável para a China, que depende de Ormuz para cerca de 40% de sua demanda por petróleo, o governo chinês mantém uma postura conservadora para retomar o tráfego no mesmo ritmo anterior à guerra. Pequim não celebrou a decisão nem emitiu instruções para seus navios atravessarem o estreito, enfatizando a necessidade de um cessar-fogo e a retomada das negociações para um fim definitivo do conflito.

Escrito por Redação Leia Política