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Guerra no Irã: Maioria dos EUA desaprova ofensiva e aprovação de Trump atinge mínima histórica

Pesquisa divulgada em 1º de maio de 2026 por veículos de imprensa dos EUA aponta que 61% dos norte-americanos consideram a ação militar de Donald Trump no Irã um erro, índice comparável à reprovação das Guerras do Iraque e do Vietnã. O levantamento, que também mostra a desaprovação da maioria sobre a eficácia da ofensiva em impedir armas nucleares iranianas e a insatisfação de Trump com propostas de paz, coincide com a queda na aprovação geral do presidente republicano para 34%, o menor nível de seu mandato, intensificando a pressão antes das eleições legislativas de novembro.

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Guerra no Irã: Maioria dos EUA desaprova ofensiva e aprovação de Trump atinge mínima histórica
Foto: Reprodução / Leia Política
WASHINGTON, EUA -

Uma nova pesquisa, divulgada nesta sexta-feira (1º.mai.2026) pelo "Washington Post", "ABC News" e Ipsos, revela que 61% dos norte-americanos consideram o uso de força militar contra o Irã um erro. O índice de desaprovação para a guerra, conduzida pelo presidente Donald Trump, se aproxima dos patamares registrados durante a Guerra do Iraque em 2006 e a Guerra do Vietnã no início dos anos 1970.

Campanha militar e armas nucleares.

Apenas 20% dos entrevistados consideram a campanha militar bem-sucedida. Além disso, 65% dos norte-americanos duvidam que a ofensiva impeça o Irã de obter armas nucleares, o principal argumento de Trump para justificar a ação. O governo iraniano, por sua vez, nega buscar armamento atômico, afirmando que seu programa nuclear tem fins civis.

Impacto econômico e visão partidária.

A desaprovação da ofensiva ocorre em meio a uma crescente pressão econômica nos Estados Unidos. Os efeitos da guerra sobre os combustíveis, o temor de uma recessão e a possibilidade de aumento do risco de terrorismo foram fatores que contribuíram para a avaliação negativa. A pesquisa também aponta uma divisão partidária significativa: enquanto 79% dos republicanos consideram a guerra uma decisão correta, democratas e independentes, em sua maioria, rejeitam a ofensiva.

Coerência com discurso e impasse nas negociações.

O levantamento mostra que a maioria dos entrevistados não vê coerência entre a guerra e o discurso de campanha de Trump em 2024. Somente 22% afirmaram que a condução do conflito é compatível com a promessa do republicano de evitar novas guerras. Donald Trump afirmou nesta sexta-feira que não está satisfeito com a nova proposta enviada pelo Irã para encerrar a guerra, que foi entregue por mediadores do Paquistão. Ele declarou que os iranianos estão pedindo "coisas" com as quais não pode concordar e que a "negociação não está chegando lá".

Prazos legais e autorização do Congresso.

A divulgação da pesquisa coincide com o prazo previsto pela Lei de Poderes de Guerra dos Estados Unidos, que exige que o presidente encerre hostilidades ou busque autorização do Congresso após determinado período de ação militar sem aval legislativo. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que o cessar-fogo em vigor "pausa" a contagem do prazo, uma interpretação contestada por democratas no Congresso. Trump reiterou que não precisa de autorização do Congresso para retomar ataques contra o Irã, defendendo a possibilidade de nova ofensiva caso as negociações não avancem.

Queda na aprovação geral de Trump.

A reprovação à guerra se soma à queda na avaliação geral do presidente. Uma pesquisa Reuters/Ipsos, também divulgada nesta sexta-feira (1º.mai), mostra que a aprovação de Trump caiu para 34%, o menor nível desde o início de seu mandato em janeiro de 2025. Esse resultado amplia a pressão sobre a Casa Branca antes das eleições legislativas de novembro, com a alta dos preços, a inflação e a guerra no Irã sendo citados como fatores de desgaste do governo norte-americano.

Escrito por Redação Leia Política