Economia

Inadimplência Bate Recorde no Brasil com 74 Milhões de Devedores em Março

O Brasil registrou em março de 2026 a maior marca de inadimplência de sua história, com 74,31 milhões de adultos com contas em atraso, representando 44,42% da população adulta. O aumento reflete um cenário econômico desafiador, afetando principalmente a faixa etária de 30 a 39 anos, com dívidas médias acima de R$ 5 mil por pessoa.

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Inadimplência Bate Recorde no Brasil com 74 Milhões de Devedores em Março
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O Brasil registrou em março de 2026 a maior marca de inadimplência de sua história, com 74,31 milhões de brasileiros em situação de atraso nas contas. Esse volume representa 44,42% de toda a população adulta do país, conforme dados divulgados pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).

Houve um crescimento de 0,92% no número de devedores na passagem de fevereiro para março. O aumento anual foi notavelmente concentrado na inclusão de pessoas com tempo de negativação entre 4 e 5 anos, que apresentou uma alta expressiva de 36,54%.

Impacto na Economia e Perfil do Devedor.

Para o presidente da CNDL, José César da Costa, o atual cenário de inadimplência atua como um “freio na economia”. Ele afirmou que a exclusão de uma parcela significativa da população do mercado de consumo e do acesso ao crédito “interrompe o ciclo de circulação de capital”, alertando para o risco de estagnação nas vendas do varejo e de serviços sem medidas de socorro.

Em março, cada inadimplente devia, em média, R$ 5.044,65, distribuídos entre cerca de duas a três empresas credoras. Quase três em cada dez consumidores (29,79%) tinham pendências de até R$ 500. A maior parte das dívidas (66,39%) concentra-se nos bancos, seguida pelas contas básicas de água e luz (10,63%).

Faixa Etária e Distribuição Regional.

O levantamento aponta que a maior concentração de devedores está na faixa etária de 30 a 39 anos, totalizando 18,12 milhões de pessoas. Este dado revela que mais da metade (53,45%) da população dessa idade está negativada. A divisão por gênero mostra um equilíbrio, com uma leve predominância feminina (51,40%).

Proporcionalmente, o Centro-Oeste é a região com o maior percentual de inadimplentes, atingindo 47,99% da população adulta local com registros em cadastros de proteção ao crédito. Em contrapartida, o Sul apresenta a menor proporção, com 40,18%.

Urgência de Políticas Estruturantes.

Roque Pellizzaro Júnior, presidente do SPC Brasil, enfatizou a urgência de implementar políticas estruturantes para conter o problema. Ele declarou que, “sem uma base educativa sólida, o consumidor limpa o nome hoje, mas volta a se endividar amanhã, mantendo o país em um ciclo eterno de vulnerabilidade financeira”.

Escrito por Redação Leia Política