Inquéritos contra Lulinha voltam a Mendonça no STF após estratégia da PF falhar
A estratégia da Polícia Federal de desmembrar investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na 'Farra do INSS' para reduzir o poder do ministro André Mendonça no STF falhou. Apesar da distribuição por sorteio, dois dos três novos inquéritos retornaram a Mendonça. O terceiro foi para o ministro Flávio Dino, que autorizou a apuração nesta terça-feira, 4 de agosto.

A estratégia da Polícia Federal (PF) de desmembrar a investigação contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na chamada 'Farra do INSS', em novos pedidos de inquéritos, teve como objetivo diminuir o poder do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso. A movimentação é parte de uma guerra velada travada pela cúpula da PF com Mendonça nas investigações sobre o filho do presidente Lula e sobre o Caso Master, disputa marcada por troca de acusações de influência política nas apurações.
Decisão do STF e a frustração da estratégia
Ao receber os pedidos da PF, a presidência do STF decidiu que os inquéritos deveriam ser distribuídos por sorteio — caminho com o qual a Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou. Essa decisão, contudo, causou estranheza no gabinete de Mendonça, que defendia o envio dos casos para ele por prevenção. Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recebeu repasses de R$ 2,3 milhões de uma empresa na mira da CPMI do INSS, o que contextualiza a natureza das investigações.
A tentativa de pulverizar os casos, no entanto, não produziu o efeito esperado. Dos três inquéritos abertos até agora contra Lulinha, dois acabaram caindo, por sorteio, nas mãos do próprio ministro Mendonça, que prontamente autorizou a abertura das duas investigações.
Flávio Dino assume um dos novos inquéritos
Apenas um dos procedimentos foi distribuído ao ministro Flávio Dino, indicado ao Supremo pelo presidente Lula, pai de Lulinha. Assim como Mendonça, Dino autorizou a abertura do inquérito em despacho assinado nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, conforme informações de assessores. A data marca um novo capítulo nas apurações envolvendo o filho do presidente.