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Inverno de 2026: Climatempo prevê frio intenso inicial e El Niño acentuando calor no Brasil

O inverno de 2026, iniciado neste domingo (21.jun), será marcado por um início mais frio com massas de ar polar, especialmente em julho. A Climatempo indica que a influência do El Niño, que se fortalece, elevará as temperaturas na segunda metade da estação, trazendo calor acima da média para grande parte do país e aumentando o risco de queimadas. Regiões terão características distintas, com o Sul registrando mais chuvas e o Norte, Nordeste e Centro-Oeste predominância de tempo seco e quente.

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Inverno de 2026: Climatempo prevê frio intenso inicial e El Niño acentuando calor no Brasil
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O inverno de 2026 teve início neste domingo (21.jun.2026), às 5h24 (horário de Brasília), e se estenderá até setembro. Segundo a empresa de meteorologia Climatempo, a estação será caracterizada por um frio mais intenso nas primeiras semanas e o avanço de massas de ar polar sobre o Centro-Sul do país.

Julho é apontado como o período mais rigoroso, com previsão de duas fortes ondas de frio que afetarão principalmente as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Algumas massas de ar polar podem até mesmo alcançar o norte de Minas Gerais e o extremo sul da Bahia. A estação também registrará a crescente influência do El Niño, fenômeno associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que se formou oficialmente em junho e deve ganhar intensidade ao longo dos próximos meses, contribuindo para temperaturas acima da média em grande parte do país a partir da segunda metade de agosto.

Previsão para a Região Norte.

A região Norte entrará no período mais seco do ano, com previsão de precipitações abaixo da média na maior parte da área. As temperaturas devem permanecer acima da média histórica, especialmente no sul e leste do Pará e no Tocantins. Apesar do calor predominante, Rondônia, Acre e sul do Amazonas podem enfrentar episódios de friagem devido ao avanço de massas de ar polar vindas do Sul. O tempo seco e as temperaturas elevadas aumentam o risco de queimadas durante o trimestre.

Previsão para o Nordeste.

O inverno no Nordeste será predominantemente seco e quente, com chuva abaixo da média, especialmente na faixa leste da região. As temperaturas permanecerão acima do normal, com destaque para o Maranhão, oeste do Piauí e oeste da Bahia. O litoral pode ter chuvas isoladas, mas o tempo firme predominará na estação.

Previsão para o Centro-Oeste.

O calor predominará no Centro-Oeste, com temperaturas acima da média. Cidades como Brasília, Goiânia e Cuiabá podem registrar quedas temporárias de temperatura em junho e julho, com a chegada de massas de ar polar. A chuva deve ficar próxima da média histórica, e o risco de queimadas será elevado, principalmente na segunda metade da estação, devido à combinação de calor e baixa umidade.

Previsão para o Sudeste.

A previsão indica chuvas próximas da média em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, acima do normal no centro-sul de São Paulo e abaixo da média no Espírito Santo. O frio será mais frequente no início do inverno e em julho, com possibilidade de geadas em áreas elevadas. A partir da segunda quinzena de agosto, as temperaturas tendem a subir, influenciadas pelo fortalecimento do El Niño.

Previsão para o Sul.

A região Sul terá o inverno mais chuvoso do país, com volumes acima da média, especialmente no sudoeste do Paraná, devido à passagem frequente de frentes frias. São esperados episódios de frio intenso, com temperaturas abaixo de zero em áreas elevadas e possibilidade de neve nas serras gaúchas e catarinenses. Apesar das ondas de frio previstas para junho e julho, a tendência é de temperaturas mais elevadas na reta final da estação em razão da influência do El Niño.

Escrito por Redação Leia Política