Eleições

Janja mobiliza mulheres no WhatsApp após Lula perder vantagem em pesquisas

A primeira-dama Rosângela da Silva, Janja, criou comunidades e grupos no WhatsApp para mobilizar mulheres em torno da reeleição do presidente Lula, após pesquisa Quaest indicar queda na vantagem do petista entre o eleitorado feminino, com avanço de Flávio Bolsonaro.

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Janja mobiliza mulheres no WhatsApp após Lula perder vantagem em pesquisas
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, criou uma comunidade e um grupo no WhatsApp nos últimos dias, com o objetivo de mobilizar mulheres em torno da campanha de reeleição do presidente Lula.

Mobilização Estratégica Após Alerta em Pesquisa

A iniciativa de Janja surge após a divulgação da última pesquisa Quaest, em 14 de setembro, que acendeu um alerta na campanha de Lula. O levantamento indicou um avanço de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o eleitorado feminino. Apesar de o petista ainda manter a liderança nesse segmento, sua vantagem sobre Flávio diminuiu consideravelmente, caindo de 47% para 41% entre as mulheres, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 35% para 38% em uma simulação de segundo turno.

Detalhes da Ação no WhatsApp

A comunidade no WhatsApp, intitulada “Mulheres com Lula 1”, foi estabelecida na quinta-feira, 17 de setembro. No dia seguinte, sexta-feira, 18 de setembro, foi criado um grupo com o mesmo nome, projetado para permitir debates entre as participantes. Janja tem utilizado esses canais digitais para distribuir materiais de campanha, oferecer orientações e convocar mobilizações. A descrição do grupo reforça a premissa: “Mulheres organizadas e bem informadas fazem a diferença nas urnas”.

No grupo de WhatsApp, a interação é facilitada com a abertura diária da conversa, permitindo que as apoiadoras troquem informações, esclareçam dúvidas e compartilhem estratégias para conquistar novos votos. As mensagens compartilhadas pelos membros revelam as dificuldades enfrentadas em diversas regiões do país. Uma integrante de Araçatuba (SP), por exemplo, destacou a forte influência da direita e das igrejas evangélicas em sua localidade. De forma semelhante, uma apoiadora de Cacoal (RO) mencionou a presença expressiva de eleitores bolsonaristas em sua cidade, mas reafirmou seu empenho pela reeleição de Lula. Além disso, as participantes trocam materiais de campanha para tentar convencer pessoas próximas, como o relato de uma mulher que enviou cards sobre educação infantil para tentar mudar o voto nulo da mãe de uma amiga para Lula.

Escrito por Redação Leia Política