Economia

Japão rebaixa status de relação com a China para 'estratégica' em relatório diplomático

O Japão planeja rebaixar a importância de seus laços diplomáticos com a China em seu relatório anual de 2026, rotulando-os como 'estratégicos' em vez de 'uma das mais importantes'. A mudança segue embates entre a primeira-ministra Sanae Takaichi e Pequim, especialmente sobre Taiwan. A China culpa Takaichi e exige retratações para a melhoria das relações.

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Japão rebaixa status de relação com a China para 'estratégica' em relatório diplomático
Foto: Reprodução / Leia Política

TÓQUIO, JAPÃO - O Japão planeja rebaixar a importância de suas relações diplomáticas com a China em 2026, conforme indicado em seu relatório anual sobre a diplomacia. O governo da primeira-ministra Sanae Takaichi, do Partido Liberal Democrático, propõe rotular a relação com os chineses como “estratégica” e de “benefício mútuo”. Esta é uma mudança em relação à definição de 2025, que a descrevia como “uma das mais importantes” para o país. As informações são da Reuters.

Takaichi e a questão de Taiwan.

Desde o início de seu governo, em outubro do ano passado, Takaichi tem protagonizado embates com a China que minaram a relação bilateral. O ponto inicial das tensões foi causado por comentários da primeira-ministra sobre Taiwan. Em diversas ocasiões, Takaichi afirmou que defenderia o governo separatista de Taiwan em caso de uma invasão chinesa à ilha.

Retaliação chinesa e cobranças.

O governo chinês, por sua vez, exigiu retratações de Takaichi e já retaliou o Japão economicamente, impondo uma restrição à venda de terras raras para empresas japonesas. Na 3ª feira (24.mar.2026), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, foi questionado por jornalistas sobre a mudança do status das relações diplomáticas. Jian culpou Takaichi pelo atual relacionamento, afirmando que as falas da primeira-ministra ainda causam indignação na China.

“A causa fundamental do atual estado das relações sino-japonesas reside nas falácias cometidas pela primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, a respeito de Taiwan, que suscitaram indignação pública entre o povo chinês e desafiaram as linhas vermelhas da ordem internacional do pós-guerra”, declarou Lin Jian.

Condições para a retomada.

Segundo o porta-voz chinês, ainda há espaço para reparar as relações. No entanto, o início para essa retomada deve partir de uma retratação japonesa. “Se o Japão realmente deseja melhorar e desenvolver as relações sino-japonesas, deve respeitar os 4 documentos políticos entre a China e o Japão e seus próprios compromissos, retratar-se o mais breve possível de suas declarações errôneas sobre Taiwan, refletir seriamente sobre seu rumo e corrigi-lo, e tomar medidas concretas para salvaguardar a base política das relações sino-japonesas”, concluiu Jian.

Escrito por Redação Leia Política