Eleições

Kassio Nunes Marques assume comando do TSE e classifica eleição de 2026 como crucial

O ministro Kassio Nunes Marques tomou posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 12 de maio de 2026, com André Mendonça como vice. Em seu discurso, Nunes Marques ressaltou a importância das eleições gerais de 2026, que considerou uma das mais relevantes desde a redemocratização, e defendeu a atuação do tribunal para garantir a "normalidade democrática" e a soberania popular. Ele também alertou sobre os desafios e responsabilidades impostos pelo uso da inteligência artificial nas campanhas.

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Kassio Nunes Marques assume comando do TSE e classifica eleição de 2026 como crucial
Foto: Reprodução / Leia Política

BRASÍLIA, DF - O ministro Kassio Nunes Marques, 53 anos, tomou posse na 3ª feira (12.mai.2026) como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assumindo o comando da Corte Eleitoral durante as eleições gerais de 2026. Ele substitui a ministra Cármen Lúcia no cargo. Na mesma sessão, André Mendonça também tomou posse como vice-presidente do TSE. Ambos foram eleitos para seus respectivos postos em 14 de abril.

Em seu discurso de posse, Nunes Marques sublinhou que a eleição de 2026 se destaca entre as mais importantes desde a redemocratização do país. Ele afirmou que o tribunal atuará para garantir que o pleito ocorra dentro da “normalidade democrática”, com respeito às instituições e confiança no voto popular. O ministro defendeu a soberania popular, enfatizando que o futuro da democracia brasileira será escrito pela “vontade livre e soberana do povo brasileiro”.

O novo presidente do TSE também abordou o uso da inteligência artificial nas campanhas eleitorais. Segundo Nunes Marques, a tecnologia, embora com potencial para fortalecer o debate público e ampliar vozes, impõe “novas responsabilidades institucionais, cívicas e éticas” à Justiça Eleitoral e à sociedade.

A Missão do TSE e a Soberania Popular

Nunes Marques reiterou que “todo poder emana do povo”, a pedra angular da democracia brasileira. Ele destacou que os governos existem para servir aos cidadãos e que o Tribunal Superior Eleitoral cumprirá sua missão constitucional de organizar, orientar e fiscalizar eleições limpas e transparentes, assegurando que cada voto seja a expressão da soberania popular. O ministro defendeu a liberdade de expressão e de pensamento como fundamentais para trocas de ideias e debates relevantes para a sociedade.

A promoção da educação cívica também foi mencionada como essencial, para que os jovens possam fazer escolhas conscientes e adquirir capacidade de análise política. Segundo ele, a Justiça Eleitoral existe para manter a direção da democracia nas mãos do povo, e o voto representa a expressão de pertencimento cívico, dignidade democrática e confiança nas instituições.

Desafios da Tecnologia e Independência Judicial

Para cumprir sua missão, o presidente do TSE salientou a necessidade de atuar com independência, equilíbrio e prudência, sem omissão diante de ameaças concretas ao processo democrático, mas também sem excessos. Ele reforçou o alerta sobre as novas tecnologias, especialmente o “perigo potencial do uso desordenado das ferramentas de inteligência artificial”, que, quando mal utilizadas, podem representar sérias ameaças ao processo democrático.

Escrito por Redação Leia Política