Congresso

Líder de Lula, Jaques Wagner tenta barrar piso salarial de médicos e dentistas no Senado

Envolvido no escândalo do Banco Master, o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), protocolou um recurso para levar ao plenário a votação do projeto que eleva o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas para R$ 13.662, que terá um impacto de R$ 7,7 bilhões em 2027.

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Líder de Lula, Jaques Wagner tenta barrar piso salarial de médicos e dentistas no Senado
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), envolvido no escândalo do Banco Master, está articulando para adiar a aprovação de uma das chamadas "pautas-bomba" que tramitam na Casa Legislativa. O senador protocolou na última quarta-feira, 17 de junho, um pedido para que o projeto de lei que eleva o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas para R$ 13.662 seja votado em plenário.

Recurso altera rito de tramitação

Originalmente, a proposta havia sido aprovada em caráter terminativo pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, o que a encaminharia diretamente para a Câmara dos Deputados sem a necessidade de votação adicional no plenário. Com o recurso protocolado por Wagner, o texto agora terá de passar por uma nova análise e votação dos senadores antes de seguir para a apreciação dos deputados.

Impacto orçamentário e 'outras prioridades'

De acordo com dados fornecidos pelo Ministério da Gestão e Inovação, a implementação do novo piso salarial gerará um impacto orçamentário estimado em R$ 7,7 bilhões somente no ano de 2027. Este valor não inclui adicionais noturnos ou horas extras, que também seriam calculados sobre o novo patamar. O senador Jaques Wagner tem argumentado que o governo possui "outras prioridades" no momento, justificando sua tentativa de postergar a aprovação do projeto.

Escrito por Redação Leia Política