Eleições

Likud acusa líderes internacionais de quererem derrota de Netanyahu em campanha eleitoral

A campanha do Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, lançou cartazes e outdoors acusando políticos e autoridades como o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan e o prefeito de Nova York Zohran Mamdani de desejar a derrota do premiê nas eleições de 27 de outubro. A estratégia visa mobilizar eleitores contra as críticas à atuação de Israel em Gaza e ao próprio Netanyahu, que enfrenta um processo de corrupção.

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Likud acusa líderes internacionais de quererem derrota de Netanyahu em campanha eleitoral
Foto: Reprodução / Leia Política
JERUSALÉM, ISRAEL -

A campanha do Likud, partido do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tem utilizado cartazes e outdoors que exibem a imagem de políticos e autoridades que, segundo a legenda, "querem" que o premiê "perca" as eleições, marcadas para 27 de outubro.

Entre as figuras destacadas nos materiais de campanha estão o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan; o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei; o chefe do Hezbollah, Naim Qassem; e o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. A mensagem principal nos cartazes, que levam o logotipo do Likud, é clara: “Eles querem que Netanyahu perca. Não deixe que eles vençam”.

Alvos da campanha do Likud: Erdoğan e Mamdani

Recep Tayyip Erdoğan, presidente da Turquia, tem sido um crítico vocal da ofensiva israelense na Faixa de Gaza. As relações entre os países se deterioraram significativamente após a interceptação por Israel de uma flotilha de ativistas vinda da Turquia, que tentava levar ajuda humanitária ao enclave palestino. Mais recentemente, em 18 de agosto, Israel realizou uma ofensiva contra a base aérea de Abu al-Duhur, no norte da Síria, mirando a crescente mobilização militar turca na região, vista como uma ameaça. Em 21 de agosto, o gabinete de Netanyahu elevou o tom, publicando no X (antigo Twitter) uma mensagem chamando Erdogan de “tirano antissemita que oprime seu próprio povo”.

Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, também figura nos cartazes devido às suas críticas à atuação de Israel em Gaza. Em julho, Mamdani chegou a descrever Netanyahu como um “criminoso de guerra”, sugerindo que o premiê “deveria estar em Haia”. Em resposta, Netanyahu acusou Mamdani de fomentar o antissemitismo, associando suas posições ao receio relatado por judeus residentes na cidade norte-americana.

Contexto das eleições israelenses

A data da eleição israelense foi confirmada em julho, após um período de indefinição desde maio, quando o Parlamento de Israel (Knesset) aprovou sua dissolução. Este pleito será o primeiro desde o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, que desencadeou os atuais conflitos na Faixa de Gaza. As eleições ocorrem enquanto Netanyahu responde a um processo por corrupção.

Pesquisas de opinião citadas pela Reuters indicam que a atual coalizão de partidos nacionalistas e religiosos que apoia Netanyahu poderia perder a maioria no Parlamento. No entanto, a oposição ainda não conseguiu consolidar uma alternativa com maioria suficiente para formar um novo governo, o que adiciona uma camada de incerteza ao cenário político israelense.

Escrito por Redação Leia Política