Lula Anuncia Luta Contra Apostas Online em Campanha de 2026 e Destaca Obstáculos no Congresso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, em 22 de maio de 2026, sua intenção de defender o fim das plataformas de apostas online durante a campanha eleitoral de 2026, citando a grande influência dessas empresas no Congresso Nacional como um obstáculo. O governo já tem implementado medidas regulatórias e de bloqueio de sites ilegais, com planos de novas restrições para publicidade e proteção a apostadores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (22.mai.2026) sua intenção de defender, durante a campanha eleitoral de 2026, o fim das plataformas de apostas online que, segundo ele, "não estão prestando nenhum serviço de utilidade a este país". A declaração foi dada em entrevista ao programa “Sem Censura”, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Obstáculos no Congresso Nacional
Lula apontou a significativa influência política e econômica das plataformas de apostas no Congresso Nacional como um grande desafio para a proibição. "É sabida a quantidade de influência que eles têm no Congresso Nacional", afirmou o presidente, que enfatizou não ser "dono do Brasil" e depender da aprovação do Legislativo para mudanças na legislação.
Crítica à Presença Massiva e Impacto Social
Durante a entrevista, o presidente petista criticou a presença massiva das empresas de apostas em transmissões esportivas, clubes de futebol e eventos culturais, comparando o debate atual às restrições impostas no passado à publicidade de cigarros. Lula associou o avanço do setor ao aumento do endividamento das famílias brasileiras, alertando que os jogos online estimulam comportamento compulsivo, especialmente entre jovens e pessoas de baixa renda. "O problema é que jogar é uma doença, é um vício", declarou.
Medidas Governamentais de Regulação
Apesar dos obstáculos legislativos, o governo tem ampliado as ações de regulação. Uma secretaria específica foi criada no Ministério da Fazenda para o setor, com previsão de novas medidas até o fim do ano. Em abril, o governo determinou o bloqueio de 27 plataformas de “mercados preditivos”, que incluíam apostas sobre eleições e reality shows. Mais de 39 mil páginas relacionadas a apostas irregulares já foram bloqueadas.
A equipe econômica também discute novas restrições para a publicidade das "bets", além de mecanismos de proteção a apostadores e combate ao vício. Entre as medidas já anunciadas estão plataformas de autoexclusão de jogadores e selos de segurança para sites autorizados.