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Lula, aos 80 anos, inicia oitava corrida presidencial em ato emocionante

Aos 80 anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou sua oitava candidatura ao Planalto neste domingo (16.ago.2026), em um ato marcante no estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP). Em seu discurso de 36 minutos, Lula relembrou sua trajetória sindical e política, fez homenagens e abordou temas pessoais como sua saúde e a importância da conexão com os trabalhadores e as mulheres do país.

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Lula, aos 80 anos, inicia oitava corrida presidencial em ato emocionante
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

Aos 80 anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu início à sua oitava campanha rumo ao Palácio do Planalto neste domingo (16.ago.2026). O ato de lançamento ocorreu no estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP), local que historicamente marcou a militância sindical de Lula no final dos anos 1970 e início dos anos 1980.

Durante 36 minutos, o chefe de Estado discursou para os militantes presentes, expressando uma emoção que, segundo ele, foi "ímpar" e mais forte do que a sentida em 1979, quando precisou improvisar um palanque sobre uma mesa de bar no mesmo estádio. Lula recordou os desafios daquela época, onde a comunicação se dava pela repetição das palavras por milhares de pessoas.

Memórias e Homenagens: O Passado que Inspira o Presente

O presidente fez questão de lembrar de diversas personalidades que foram cruciais em sua trajetória e na construção do Partido dos Trabalhadores. Ele citou intelectuais como Florestan Fernandes, Sérgio Buarque (pai de Chico Buarque de Holanda) e Antônio Cândido, além do companheiro Marco Aurélio Garcia, falecido durante o governo de Dilma Rousseff.

Em um momento de forte emoção, Lula homenageou ativistas e sindicalistas assassinados, como Chico Mendes, em 1978, a trabalhadora rural Margarida Alves, em 1983, e Wilson Pinheiro de Souza. O presidente relembrou a frase que proferiu no enterro de Pinheiro, que o levou a ser condenado a três anos e meio de prisão por supostamente incitar a violência contra latifundiários. Ele classificou a condenação como "uma bobagem, uma mentira" em sua trajetória de 47 anos de luta.

Trajetória Pessoal e Desafios de Saúde

Lula também abordou aspectos pessoais, mencionando a radioterapia na cabeça para tratar um câncer de pele, motivo pelo qual usava um chapéu. Ele ousou tirar o chapéu para os presentes, demonstrando sua conexão com a audiência. O presidente prestou uma emocionante homenagem à sua mãe, Dona Lindu, falecida em 1980 enquanto ele estava preso pela greve. Ele contrastou a permissão para ir ao enterro da mãe durante a ditadura militar com a negativa de um juiz para comparecer ao enterro de seu irmão Vavá, já em um regime democrático, para exemplificar a importância do caráter individual.

A lembrança de sua ex-esposa, Marisa Letícia, que faleceu após 45 anos de casamento, também foi um ponto alto, com o presidente refletindo sobre a superação da perda e a presença da primeira-dama Janja na plateia. Ele agradeceu a Deus e ao povo trabalhador por tê-lo feito o que é, ressaltando que a inteligência está em usar o conhecimento para o benefício de todos, não apenas na quantidade de diplomas.

Mensagens de Empoderamento e Gratidão

O discurso do presidente incluiu um forte apelo às mulheres, pedindo que nunca baixem a cabeça e que os homens aprendam a respeitá-las como companheiras. Ele reforçou a ideia de igualdade perante Deus e a necessidade de combater a violência contra a mulher. Lula finalizou agradecendo a cada homem e mulher do país, do Oiapoque ao Chuí, por terem a coragem de eleger um "peão" com apenas diploma primário e curso do SENAI para a Presidência da República, enfatizando seu profundo conhecimento do coração e da mente do povo brasileiro.

Escrito por Redação Leia Política