Lula declara Brasil 'montado para funcionar' em reunião ministerial com 20 baixas esperadas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta terça-feira (31.mar.2026) que o Brasil está "montado para funcionar", durante a última reunião ministerial antes do prazo de desincompatibilização. Vinte ministros deixarão seus cargos para as eleições de outubro, um número recorde, e serão substituídos por secretários-executivos, visando perfis mais técnicos e menor custo político.

BRASÍLIA, DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta terça-feira (31.mar.2026) que o Brasil está “montado para funcionar”. A afirmação foi feita durante a última reunião ministerial no Palácio do Planalto com a atual formação da Esplanada, onde o chefe do Executivo enfatizou a necessidade de recriar ministérios sem novas contratações, revertendo o cenário anterior onde, segundo ele, “o país foi montado para não funcionar”.
Desafios na Remontagem Ministerial
Lula detalhou os desafios enfrentados na reestruturação da máquina pública. “Não foi fácil remontar os ministérios. Assumimos um compromisso de repor a máquina sem contratar mais gente, uma espécie de remanejamento para atender a todos. O país foi montado para não funcionar, mas hoje está montado para funcionar”, disse o presidente.
Recorde de Saídas para Eleições de Outubro
O prazo de desincompatibilização para ministros termina no próximo sábado (4.abr). Ao todo, 20 ministros deixarão seus cargos para se dedicar a atividades relacionadas ao pleito de outubro, seja concorrendo a um cargo eletivo ou atuando na campanha de reeleição do petista. Este número representa um recorde histórico: no primeiro mandato de Lula, em 2006, 14 ministros saíram para concorrer. Em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) registrou 8 saídas ministeriais.
Estratégia de Substituição e Precedente na Fazenda
A estratégia adotada pelo Palácio do Planalto prevê a substituição dos ministros que se desligam por seus secretários-executivos. A expectativa é que essa medida traga perfis mais técnicos para os postos e implique em um menor custo político para o governo. O modelo já foi implementado na Fazenda, onde Dario Durigan assumiu o lugar de Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo.