Lula exige libertação de Thiago Ávila após morte da mãe; prisão é estendida em Israel
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exigiu a soltura imediata de Thiago Ávila, ativista brasileiro detido em Israel, após o falecimento de sua mãe, Teresa Regina de Ávila e Silva, nesta terça-feira (5.mai.2026). A prisão de Ávila, que participava de uma flotilha humanitária para Gaza, foi prorrogada até 11 de maio pelo Tribunal de Ashkelon, complicando seu retorno ao Brasil para o velório.

A mãe do ativista brasileiro Thiago Ávila, Teresa Regina de Ávila e Silva, faleceu nesta terça-feira (5.mai.2026), enquanto seu filho permanece detido em Israel. A família de Ávila fez um apelo público pela sua libertação para que ele possa participar do velório. Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exigiu, também nesta terça-feira, a soltura imediata do brasileiro, classificando a prisão como "injustificável".
Morte da Mãe e Apelo Urgente da Família.
Teresa Regina de Ávila e Silva, que também era mãe de Luana de Ávila, vice-presidente do Sinpol-DF, morreu nesta terça-feira. A causa do falecimento não foi divulgada, e detalhes sobre o sepultamento ainda são desconhecidos. O Sinpol-DF emitiu uma nota de pesar, destacando a dignidade e o cuidado familiar de Teresa. Diante da tragédia, Luana de Ávila utilizou as redes sociais para solicitar que as autoridades israelenses liberem seu irmão a tempo de comparecer ao velório.
Prisão de Ativistas e Prorrogação em Israel.
Thiago Ávila e o cidadão espanhol Saif Abu Keshek foram detidos em 29 de abril por forças israelenses. Ambos participavam da 2ª Flotilha Global Sumud, uma iniciativa que partiu de Barcelona em 12 de abril com a intenção de entregar ajuda humanitária na Faixa de Gaza, desafiando o bloqueio regional. A embarcação foi interceptada em águas internacionais, perto da Grécia. Enquanto cerca de 100 participantes foram enviados para Creta, Ávila e Keshek foram levados sob custódia para Israel. Apesar da previsão inicial de libertação para esta terça-feira, o Tribunal de Magistrados de Ashkelon estendeu a prisão preventiva dos dois ativistas até o próximo domingo, 11 de maio.
Mobilização Diplomática por Liberação Humanitária.
Diante do falecimento da mãe de Thiago Ávila, as defesas dos ativistas e seus familiares intensificaram a busca por interlocução diplomática e judicial. O objetivo é garantir que Thiago Ávila possa retornar ao Brasil por razões humanitárias. O governo brasileiro, através de seus canais consulares, acompanha de perto o caso e trabalha em conjunto com a Espanha para a soltura imediata de Ávila e Keshek, conforme manifestado pelo presidente Lula em sua conta no X.