Lula solicitou a Trump prisão de empresário Ricardo Magro, alvo de operação da PF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ajuda para prender o empresário Ricardo Magro. Dono da Refit, Magro foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta 6ª feira (15.mai.2026), e Lula o descreveu como um “grande chefe do crime organizado” e “maior devedor” do Brasil, residente em Miami.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cooperação para a prisão do empresário Ricardo Magro. Magro, proprietário da Refit e líder do Grupo Refit, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026.
O pedido de assistência foi feito por Lula em uma conversa telefônica com o presidente Trump. O mandatário brasileiro argumentou que os Estados Unidos poderiam auxiliar no combate ao crime organizado, entregando cidadãos brasileiros foragidos que residem no país. Em dezembro de 2025, Lula declarou ter enviado a Trump uma proposta e mencionou Magro, descrevendo-o como "um dos grandes chefes do crime organizado brasileiro, que é o maior devedor deste país, importa combustível fácil, mora em Miami".
Operação Sem Desconto e Histórico de Irregularidades
A ação da Polícia Federal contra Ricardo Magro foi denominada Operação Sem Desconto. A investigação também teve como alvo o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e apura suspeitas de irregularidades no setor de combustíveis.
A Refit, liderada por Ricardo Magro desde 2008, quando o empresário adquiriu a refinaria fluminense, é frequentemente identificada por secretarias estaduais da Fazenda como uma "devedora contumaz", referindo-se a empresas que sistematicamente não pagam impostos. Magro já atuava no setor de combustíveis por meio da rede de postos Tigrão.
Sob a gestão de Magro, a Refit enfrentou diversas operações policiais e foi interditada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em setembro e outubro de 2025.
Envolvimentos Anteriores em Escândalos
O Grupo Refit foi investigado em 2010 por suspeita de envolvimento na máfia dos combustíveis no Rio de Janeiro, acusado de manobras fiscais para importar gasolina sem recolher impostos e revendê-la a distribuidoras. A refinaria de Manguinhos, inclusive, perdeu o refino como atividade principal e foi reclassificada pela Secretaria Estadual da Fazenda como distribuidora de combustíveis.
Em 2025, a empresa foi novamente alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga o fornecimento de combustíveis a distribuidoras supostamente ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). No mesmo ano, em novembro, a companhia foi foco da Operação Poço Lobato, que apura sonegação fiscal, fraude estruturada e ocultação de patrimônio, crimes que teriam causado um prejuízo superior a R$ 26 bilhões aos cofres públicos.