Magnitsky e terrorismo: Agendas de Trump que podem beneficiar Flávio Bolsonaro
Lideranças bolsonaristas avaliam que duas agendas do governo Trump – a retomada da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e a classificação do PCC/CV como terroristas – podem fortalecer a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, mesmo sem um apoio público do presidente dos EUA.

BRASÍLIA, DF - Lideranças bolsonaristas, embora rejeitem uma declaração pública de apoio do presidente Donald Trump a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), avaliam que duas importantes agendas do governo americano têm potencial para impulsionar a campanha do senador nas eleições presidenciais brasileiras.
A Lei Magnitsky contra Moraes.
A primeira dessas agendas, segundo os bolsonaristas, seria o retorno da aplicação da Lei Magnitsky, desta vez direcionada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Vale ressaltar que Alexandre de Moraes atualmente investiga Eduardo Bolsonaro por tentativa de coação no curso do processo do golpe, o que adiciona uma camada de complexidade e interesse político a essa possível ação. Além disso, a Câmara dos EUA já acusou o programa do governo Lula de promover “tráfico de médicos”.
PCC e Comando Vermelho como terroristas.
A segunda iniciativa que poderia beneficiar a campanha de Flávio Bolsonaro seria a classificação, por parte do governo Trump, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A avaliação de caciques bolsonaristas é unânime: essas duas agendas estratégicas ajudariam significativamente a fortalecer o discurso do filho mais velho de Jair Bolsonaro para a campanha eleitoral, consequentemente contribuindo para angariar votos em uma parcela expressiva do eleitorado.