María Corina Machado defende reconstrução da Venezuela e articula retorno com apoio dos EUA
Em Madri, a líder oposicionista venezuelana María Corina Machado reuniu apoiadores e defendeu a reconstrução do país. Ela afirmou manter diálogo com os EUA para coordenar seu retorno e criticou a proposta de Gustavo Petro sobre um governo de concentração. Machado recusou encontro com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, preferindo se reunir com aliados da direita.

MADRI, ESPANHA - A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, reuniu uma multidão de apoiadores neste sábado (18.abr.2026) na praça Puerta del Sol, em Madri. Ela afirmou que os venezuelanos que vivem fora do país devem se preparar para “o dia do reencontro e da reconstrução” do país, após 27 anos de governo de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
Diáspora Venezuelana e Rejeição a Sánchez
A Espanha é um dos principais destinos da “diáspora venezuelana”, com cerca de 700 mil pessoas, e a multidão presente no evento pediu por eleições. Machado recusou um encontro com o primeiro-ministro Pedro Sánchez, da Espanha, alegando que a reunião não seria adequada diante da realização de uma cúpula de líderes progressistas em Barcelona.
Sánchez havia se colocado à disposição para recebê-la, defendendo que o futuro da Venezuela seja decidido democraticamente e sem interferência externa. No entanto, a líder venezuelana preferiu preencher sua agenda com aliados da direita espanhola.
Diálogo com os EUA e Críticas a Petro
Em coletiva de imprensa, María Corina Machado declarou não se arrepender da decisão de apresentar seu Prêmio Nobel da Paz ao ATUAL PRESIDENTE dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem ela descreveu como o único líder mundial que colocou em risco cidadãos de seu próprio país em nome da liberdade da Venezuela.
Machado confirmou que mantém diálogo com os Estados Unidos e que discute seu retorno à Venezuela com o apoio e a coordenação do governo norte-americano.
A líder venezuelana também criticou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que propôs a formação de um governo de concentração na Venezuela entre a presidente Delcy Rodríguez e a oposição. Segundo Machado, essa proposta representa uma tentativa de impedir o avanço do processo eleitoral. Ela estendeu as críticas ao ATUAL governo da Venezuela, afirmando que Delcy Rodríguez e seu grupo representam “caos”, “violência” e “terror”.