Economia

Mercado brasileiro fecha em queda com preocupações de inflação e tensões no Oriente Médio

O mercado financeiro brasileiro encerrou a segunda-feira (18) em baixa, com o dólar caindo e o Ibovespa recuando. A sessão foi marcada por expectativas inflacionárias pessimistas e o agravamento do conflito no Oriente Médio, com ameaças do Presidente Trump ao Irã.

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Mercado brasileiro fecha em queda com preocupações de inflação e tensões no Oriente Médio
Foto: Reprodução / Leia Política

BRASÍLIA, DF - O mercado financeiro brasileiro encerrou a segunda-feira (18 de maio de 2026) em território negativo, impactado por expectativas inflacionárias mais pessimistas e a intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O dólar registrou uma queda notável, enquanto o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, também apresentou recuo.

Mercado financeiro registra perdas.

O dólar americano fechou em baixa de 1,37%, cotado a R$ 4,998, após atingir uma máxima de R$ 5,056 e mínima de R$ 4,996 ao longo do dia. A moeda brasileira mostrou uma recuperação parcial frente à alta acumulada de 3,5% na semana anterior, de 11 a 15 de maio, quando havia encerrado em R$ 5,07. Historicamente, a moeda norte-americana havia subido após reportagem do Intercept afirmar que o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), negociou com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, o repasse de R$ 134 milhões para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No mesmo dia, o Ibovespa, principal índice da B3, registrou queda de 0,17%, encerrando a sessão aos 176.975,82 pontos.

Inflação e taxa Selic sob pressão.

As expectativas para a inflação no Brasil pioraram, pressionando negativamente o Ibovespa e aumentando o ceticismo dos investidores quanto a um ciclo de afrouxamento da taxa Selic. O Boletim Focus, que compila as projeções de agentes do mercado, indicou que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é agora esperado em 4,92% no fim de 2026, uma ligeira alta em relação à projeção anterior de 4,91%.

Adicionalmente, o Ministério da Fazenda revisou para cima sua previsão oficial de inflação para 2026, atingindo o teto da meta em 4,5%. A estimativa para 2027 também foi elevada para 3,5%. A taxa de juros básica, Selic, permanece em um patamar elevado de 14,50% ao ano, após o Banco Central (BC) ter promovido apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual.

Tensões no Oriente Médio impulsionam petróleo.

O cenário internacional foi marcado pelo recrudescimento das tensões no Oriente Médio. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), reiterou ameaças ao Irã no domingo (17), sem que houvesse novas sinalizações sobre um possível acordo de paz entre os países. Em resposta, Teerã anunciou a criação de um novo órgão com a finalidade de administrar o estratégico estreito de Ormuz, onde pretende instituir a cobrança de um pedágio para a passagem de navios.

Em decorrência dessas incertezas, o preço do petróleo abriu a semana acima de US$ 110. O barril do tipo Brent subiu 2,6%, alcançando US$ 112,10, seu maior valor em duas semanas. Contudo, no pós-mercado, por volta das 17h40, a commodity registrava queda de 0,66%, sendo negociada a US$ 108,49.

Escrito por Redação Leia Política