Mercado financeiro reage com frieza à escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro
A escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) gerou uma recepção morna no mercado financeiro. Gestores da Faria Lima esperavam uma mulher de outro partido e expressaram preocupação com uma denúncia de estupro contra Gaspar, vendo a nomeação como uma oportunidade perdida para ampliar o alcance eleitoral.

BRASÍLIA, DF - A escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor como vice a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) foi recebida sem entusiasmo por integrantes da Faria Lima, conforme revelado nesta quarta-feira (5).
Oportunidade perdida, segundo o mercado financeiro
Nos bastidores, a avaliação predominante é de que o parlamentar alagoano agrega pouco à candidatura de Flávio Bolsonaro e representa uma oportunidade perdida de ampliar o alcance eleitoral da chapa. Gestores do mercado financeiro, ouvidos sob reserva, esperavam que o primogênito de Jair Bolsonaro anunciasse como vice uma mulher e, de preferência, filiada a outro partido político. A leitura era de que essa estratégia poderia ajudar a reduzir a histórica resistência do eleitorado feminino ao bolsonarismo e, ao mesmo tempo, ampliar o arco de alianças da candidatura.
Denúncia de estupro e receio de contaminação da campanha
Outro fator que pesou na recepção morna foi a denúncia de estupro de vulnerável contra Gaspar. A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito sobre o tema, mas a Corte ainda não se manifestou. No mercado financeiro, há o receio de que o caso acabe contaminando a campanha de Flávio Bolsonaro. O deputado nega as acusações e afirma ser alvo de perseguição política em razão de sua atuação na CPMI do INSS.
Vantagem regional no Nordeste
Apesar das ressalvas, integrantes da Faria Lima identificam alguns pontos positivos. Um deles é o fato de Gaspar ser do Nordeste, região em que o bolsonarismo historicamente enfrenta maior dificuldade eleitoral.