Messias (AGU) rebate críticas da PF e direciona responsabilidade ao PGR
O ministro da AGU, Jorge Messias, criticou a Polícia Federal por apontá-lo como responsável por decisões que afetam a corporação. Messias argumenta que o controle externo da PF é função da PGR, não da AGU, e seus aliados veem uma estratégia para desgastá-lo e poupar o PGR Paulo Gonet, envolvido no Caso Master.

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, tem reagido veementemente, nos bastidores, às críticas que vem sofrendo da cúpula da Polícia Federal (PF). As censuras à AGU decorrem da percepção de que a pasta não teria tomado medidas contra decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que teriam influenciado diretamente o trabalho da corporação.
Segundo aliados próximos, Messias considera que a Advocacia-Geral da União estaria sendo alvo de um "assédio". Ele também questiona, de acordo com interlocutores, a razão pela qual a Polícia Federal não direciona suas cobranças à Procuradoria-Geral da República (PGR), que detém a competência para atuar no controle externo da corporação.
AGU Reafirma Competência da PGR no Controle Externo
Um membro da cúpula da AGU, que preferiu não ser identificado, reiterou a posição da pasta. "Por que não pediram à PGR para atuar? Afinal, quem faz o controle externo da PF é a PGR, e não a AGU", afirmou à coluna, sublinhando a diferença de atribuições entre as instituições.
Desgaste Político e Envolvimento do PGR no Caso Master
Interlocutores do ministro Jorge Messias avaliam que há uma estratégia deliberada em curso para desgastar a imagem do ministro da AGU e, concomitantemente, poupar o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O procurador, por sua vez, foi "dragado" para o chamado Caso Master, após a aparição de seu nome em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, adicionando uma camada de complexidade ao cenário político-institucional.