Ministro da Fazenda propõe aliança com EUA contra crime organizado e em prol da economia
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou hoje (4) que o Brasil busca a cooperação dos Estados Unidos para intensificar o combate ao crime organizado, focando no tráfico de armas e drogas sintéticas. Durigan destacou a importância de fortalecer a relação bilateral também na agenda econômica, com foco em comércio e investimentos.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (4.mai.2026) que o Brasil busca a colaboração dos Estados Unidos para intensificar o combate ao crime organizado. Segundo Durigan, a cooperação é estratégica, especialmente no enfrentamento ao tráfico de armas e drogas sintéticas, que geram impactos significativos na economia e na segurança pública do país.
Cooperação em Segurança e Diálogo Aberto
A declaração foi feita em entrevista à GloboNews, onde o ministro explicou que, embora a agenda de uma possível viagem aos Estados Unidos ainda não esteja confirmada, o governo mantém um diálogo contínuo com as autoridades norte-americanas. As conversas abrangem diversos temas, incluindo comércio bilateral, investigações e segurança.
Durigan informou que o Brasil já implementou medidas concretas no âmbito da cooperação internacional. Ele destacou o anúncio, em conjunto com a Polícia Federal, de um mecanismo inédito de troca de informações com as autoridades dos Estados Unidos. Essa iniciativa envolve dados cruciais sobre a circulação de armas e outras atividades ilícitas.
O ministro sublinhou que uma parcela considerável das armas que chegam ao Brasil tem origem nos Estados Unidos. Diante desse cenário, ele ressaltou a necessidade de uma atuação conjunta entre os dois países para limitar a ação de organizações criminosas. Há também uma preocupação crescente com a entrada de drogas sintéticas, o que reforça a urgência de integração entre os órgãos de segurança.
Fortalecimento da Agenda Econômica
Além das questões de segurança, a relação com os Estados Unidos engloba uma importante agenda econômica. Durigan indicou que o governo brasileiro tem como prioridade fortalecer o comércio bilateral e ampliar os investimentos, caso a viagem se concretize.
Para o ministro, a cooperação internacional é fundamental para melhorar o ambiente de negócios e garantir maior previsibilidade nas relações econômicas. Ele concluiu que a integração entre as agendas de segurança e economia contribui diretamente para a redução de riscos e o fortalecimento da atividade econômica no país.