Economia

Ministro da Previdência projeta fim da fila do INSS e detalha auditorias que embasaram PF no Banco Master

Wolney Queiroz, titular da Previdência Social, anunciou que o governo busca zerar a fila de pedidos do INSS até outubro, com queda significativa em maio. Ele também revelou que auditorias de sua pasta em 2024 forneceram a base para investigações da Polícia Federal sobre investimentos irregulares no Banco Master, envolvendo regimes próprios de estados e municípios. Queiroz manifestou ser contra reformas da Previdência e defendeu a produtividade interna do INSS.

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Ministro da Previdência projeta fim da fila do INSS e detalha auditorias que embasaram PF no Banco Master
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), anunciou nesta 4ª feira (20.mai.2026) que o governo federal tem como meta zerar a fila de pedidos de benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) até os meses de setembro ou outubro deste ano. A declaração foi feita durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação). Queiroz também revelou que auditorias conduzidas por sua pasta em 2024 forneceram os fundamentos para investigações da Polícia Federal sobre aplicações irregulares de regimes próprios de Previdência de Estados e municípios no Banco Master.

Queda na fila do INSS e rigor nas perícias

Segundo o ministro, a fila de pedidos de benefícios registrou uma queda significativa, passando de 3,1 milhões em fevereiro para 2,347 milhões atualmente. Ele expressou a expectativa de uma redução próxima de 300 mil solicitações apenas no mês de maio. A fila da perícia médica presencial também apresentou declínio, caindo de 1,1 milhão em janeiro para 771 mil em abril, o que representa uma diminuição de 30,85%. Em abril, foram realizadas mais de 511 mil perícias presenciais e 473 mil análises documentais. Wolney Queiroz refutou a ideia de que a aceleração na concessão de benefícios possa aumentar o risco de fraudes, afirmando que não há receio e que as reclamações recebidas são do rigor das perícias.

Oposição à reforma da Previdência

Wolney Queiroz também se posicionou contra uma reforma da Previdência, defendendo, em seu lugar, a melhoria da produtividade do INSS por meio de revisões internas. Ele argumentou que reformas tradicionalmente resultam em aumento de pagamentos, maior tempo de contribuição para aposentadoria ou elevação das alíquotas, onerando o trabalhador.

Auditorias da Previdência e investigações da PF no Banco Master

O ministro informou que as auditorias realizadas pelo Ministério da Previdência em 2024 foram a base para as investigações da Polícia Federal relacionadas a investimentos irregulares de regimes próprios de Previdência de Estados e municípios no Banco Master. Ele assegurou que não há recursos de fundos de pensão fechados aplicados no referido banco, que somam aproximadamente R$ 1,4 trilhão e são supervisionados pela Previc. Queiroz esclareceu que os problemas foram identificados nos regimes próprios de Previdência mantidos por unidades federativas e municípios, com informações enviadas à PF após as auditorias. O ministro mencionou não ter autorização para divulgar os nomes das outras cidades fiscalizadas, pois a PF classificou as informações como sensíveis para não comprometer futuras operações. Na 3ª feira (19.mai.2026), Wolney foi convocado por senadores para prestar informações sobre auditorias de investimentos realizadas em 2024 e 2025.

Ressarcimentos e futuro do atendimento do INSS

Sobre o ressarcimento a aposentados e pensionistas que sofreram descontos associativos não autorizados, o ministro atualizou que mais de 4,5 milhões de segurados já receberam os valores de volta. O prazo para contestação foi estendido por mais 90 dias, até 20 de junho. Ele reconheceu que a confiança dos aposentados no INSS foi abalada pelos descontos indevidos. Desde que assumiu a pasta, 63 operações da PF foram realizadas com o apoio da Força-Tarefa Previdenciária, resultando em uma economia projetada de R$ 350 milhões. Wolney também indicou a necessidade de rever o modelo de atendimento do INSS, uma vez que a procura por atendimento presencial, evidenciada pela busca às agências dos Correios para tratar dos descontos, atingiu 35%, muito acima da expectativa inicial de 2%. Adicionalmente, defendeu a expansão do PrevBarco, serviço flutuante do INSS que atende comunidades ribeirinhas, indígenas, extrativistas e quilombolas na região Norte, com uma sétima unidade a ser inaugurada em Belém e estudos para levar o serviço ao Alto Xingu e rio São Francisco. Por fim, o INSS recebeu 300 assistentes sociais na semana passada e o governo planeja solicitar ao MGI mais 300 servidores, com um concurso maior previsto para 2027.

Escrito por Redação Leia Política