Ministro Jorge Messias decide permanecer na AGU após revés no Senado
Jorge Messias, após a rejeição de sua indicação ao STF pelo Senado, optou por continuar na Advocacia-Geral da União, sua pasta de carreira, indicando a aliados que a considera sua "casa" e um posto estratégico.

O ministro Jorge Messias, após enfrentar uma dura derrota no Senado, indicou a aliados próximos sua intenção de permanecer à frente da Advocacia-Geral da União (AGU). A sinalização foi dada após conversas recentes, incluindo com o senador Otto Alencar (PSD-BA), uma de suas principais referências.
Rejeição para o STF e a decisão de permanecer na AGU.
A "dura derrota" mencionada refere-se à rejeição de sua indicação para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A coluna Leia Política revelou em primeira mão que Messias chegou a cogitar pedir demissão da AGU logo após esse revés no Senado. Ele havia sido indicado pelo presidente Lula para a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso. Vale ressaltar que a aprovação de seu nome para a AGU ocorreu na CCJ do Senado em 29 de abril. Em uma de suas declarações, Messias afirmou: "Entre erros e acertos, o STF vem se mantendo firme como guardião da supremacia constitucional e do nosso Estado de Direito".
Razões para a continuidade na Advocacia-Geral da União.
Interlocutores próximos a Messias revelaram que sua preferência em permanecer na AGU se deve ao fato de considerar a pasta como "sua casa", sendo ele um servidor de carreira do órgão como procurador federal. Além disso, o ministro avaliou que, na Advocacia-Geral da União, poderá exercer uma atuação mais estratégica para prevenir desgastes decorrentes da "agenda policial", que tem gerado tensões significativas no Brasil nos últimos meses. Outro fator que pesou na decisão foi o fato de o Ministério da Justiça, para o qual Messias chegou a ser cogitado, ser atualmente chefiado por Wellington César Lima, um aliado próximo.